Hospital de Ponta Delgada já pode receber doentes internados no privado

O Hospital de Ponta Delgada, onde deflagrou um incêndio em maio de 2024, vai abrir na quarta-feira o serviço de urgência na infraestrutura modular, recebendo a transferência de cerca de 50 doentes internados no hospital privado CUF.

© D.R.

“Todas as nossas valências que estão a funcionar externamente neste momento se resumem a estarem no hospital CUF Açores [e] serão transferidas de forma faseada para as nossas instalações. O serviço de urgência será a última valência a sair”, afirmou hoje a diretora do serviço de urgência do Hospital de Ponta Delgada, Gracinda Brasil.

A responsável pelo serviço de urgência do Hospital Divino Espírito Santo (HDES) falava em conferência de imprensa no auditório daquela unidade, em Ponta Delgada, acompanhada por membros da equipa de emergência hospitalar e gestão de vagas.

Segundo Gracinda Brasil, o atendimento ao público do HDES prestado no hospital da CUF, na Lagoa, vai ser encerrado na quarta-feira às 08:30, procedendo-se à transferência dos doentes que estão internados naquela unidade privada, que “não serão mais de 50”.

“Os doentes serão, com apoio da Proteção civil e o apoio da equipa gestão de vagas, transferidos de forma organizada, ordeira, ponderada. Sucessivamente sairão do hospital CUF Açores para as nossas instalações”, assinalou.

Aqueles doentes vão ser distribuídos entre o edifício central do HDES e a infraestrutura modular que foi construída no perímetro daquele hospital, o maior dos Açores, na sequência do incêndio a 04 de maio de 2024.

“Esperemos que já no dia 06 [quinta-feira] estejamos em pleno funcionamento. Ao longo do dia 05, com certeza conseguiremos cá estar todos, mas temos garantido que existirão equipas espelho para que as pessoas estejam sempre em segurança nos sítios certos”.

De acordo com a diretora da urgência, o modular dispõe de “todos os meios” e só será necessário deslocar doentes entre o edifício central do HDES e aquela infraestrutura (que tem 92 vagas, 60 das quais para internamento) em “situações pontuais”.

Gracinda Brasil especificou que a urgência da infraestrutura modular vai receber os doentes mais graves, as crianças até 18 meses e pessoas com mobilidade reduzida, sendo os restantes casos redirecionados para o Serviço de Atendimento Urgente no Centro de Saúde de Ponta Delgada.

“A partir das 08:30 [de quarta-feira] não há mais atendimento ao público na CUF. Toda a gente deve vir para o serviço de urgência do modular. (…) Qualquer pessoa que quiser também pode ir diretamente ao SAU. Eles têm porta aberta e têm triagem”, reforçou.

A diretora do serviço de urgência do HDES apelou à “tranquilidade” da população, garantindo que a sala de emergência “está totalmente equipada” e que existem os meios para “dar uma resposta segura”.

“As pessoas só deviam recorrer a um serviço de urgência em situações graves de risco de vida. Uma situação de doença aguda (…) é muito bem vista numa unidade básica de urgência ou SAU”, insistiu.

De acordo com a informação disponibilizada, existem ainda 26 pacientes no Centro de Saúde da Ribeira Grande, tratando-se, contudo, de internamento social, uma vez que já tiveram alta.

O Governo Regional já tinha anunciado que, a partir de quarta-feira, o Hospital de Ponta Delgada, em São Miguel, volta a prestar todos os cuidados de saúde, com a entrada em funcionamento do hospital modular.

O hospital de Ponta Delgada, o maior dos Açores, foi afetado por um incêndio em 04 de maio de 2024, que obrigou a deslocalizar serviços e doentes do HDES para outras unidades de saúde na região, para a Madeira e para o continente.

Entretanto, o executivo dos Açores instalou um hospital modular para garantir a transição até à requalificação estrutural do HDES, onde já investiu cerca de 30 milhões de euros.

Últimas do País

O Ministério Público acusou quatro homens, entre os 30 e os 46 anos, por tráfico de droga, detenção ilegal de arma proibida, recetação e falsificação ou contrafação de documento, no concelho de Portalegre, foi hoje anunciado.
Dois militares do Exército português morreram hoje atropelados na autoestrada 1 (A1), junto à área de serviço da Mealhada, no município de Cantanhede, quando auxiliavam o condutor de um veículo pesado de mercadorias ali imobilizado, afirmou a instituição.
Ministro utiliza pessoalmente um Golf GTD que já conduzia quando liderava a Polícia Judiciária (PJ). Apesar da avaliação de ameaça, prescinde de motorista e segurança e garante que assim poupa dinheiro ao Estado.
A praia da Nazaré voltou hoje a ser interditada a banhos, como medida preventiva, na sequência de elevados valores macrobiológicos detetados nas análises à qualidade da água, informou a Câmara Municipal.
A PSP deteve, em Faro, um homem procurado pelas autoridades brasileiras por violação de uma menor e que já tinha sido condenado a uma pena de prisão superior a nove anos, anunciou a corporação.
Os tempos de espera nas urgências nos hospitais voltaram a subir na Grande Lisboa, com doentes urgentes a chegarem a esperar, em média, cerca de nove horas.
Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.
Um homem, de 48 anos, foi detido por "fortes indícios" de um número "ainda indeterminado" de crimes de pornografia de menores agravados, ocorridos no Montijo, anunciou hoje a PJ, adiantando que o suspeito ficou obrigado a apresentações semanais pelo tribunal.