CHEGA abre hoje debate quinzenal com Luís Montenegro no parlamento

O CHEGA abre hoje o debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento, que acontece uma semana depois da primeira demissão no Governo e um dia após ser conhecida a acusação do processo ‘Tutti Frutti’.

© Folha Nacional

Na terça-feira, o Ministério Público deduziu acusação contra 60 arguidos no âmbito do processo ‘Tutti Frutti’ por crimes de corrupção, prevaricação, branqueamento e tráfico de influência.

De acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, estão entre os acusados o deputado do PSD e presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton – que já anunciou que irá pedir a suspensão do mandato como parlamentar – e o deputado do PSD Carlos Eduardo Reis. Pelo contrário, o Ministério Público não acusou nem o ex-ministro Duarte Cordeiro nem o ex-presidente da Câmara de Lisboa Fernando Medina.

A operação denominada ‘Tutti Frutti’ investigou desde 2018 alegados favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e contratos públicos, estando em causa suspeitas de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido.

André Ventura abrirá o debate e anunciou que irá questionar Luís Montenegro sobre a primeira demissão do XXIV Governo Constitucional, ao fim de dez meses em funções.

Em 28 de janeiro, Hernâni Dias demitiu-se do cargo de secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território – em que ainda não foi substituído – depois de ter sido noticiado pela RTP que criou duas empresas imobiliárias já enquanto governante, e responsável pelo recém-publicado decreto que altera o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, a polémica lei dos solos.

Numa audição parlamentar na terça-feira, o ex-secretário de Estado rejeitou qualquer conflito de interesses na constituição das duas empresas, dizendo ter contactado previamente a Entidade para a Transparência para perceber se a sua posição como governante permitia essa atividade.

Hernâni Dias admitiu que houve da sua parte falta de cautela política, mas garantiu que o primeiro-ministro não sabia das empresas que criou, salientando que nenhuma delas tinha atividade relacionada com a “lei dos solos”.

Depois do CHEGA, que também disse querer falar da situação da saúde, o primeiro-ministro será questionado pelas bancadas do PSD, PS, IL, BE, PCP, Livre, CDS-PP e PAN.

Nos últimos dias, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, tem centrado a sua agenda na saúde, dizendo que a situação nesta área “contrasta de forma muito negativa com as expectativas” criadas pelo primeiro-ministro e pelo Governo durante toda a campanha eleitoral”.

O tema da imigração poderá voltar ao debate quinzenal, depois de o PS ter apresentado propostas de alteração do partido no âmbito da apreciação parlamentar do decreto de lei do Governo PSD/CDS-PP, que revogou os procedimentos de autorização de residência assentes em manifestações de interesse.

Estas propostas do PS surgiram uma semana depois da entrevista de Pedro Nuno Santos ao Expresso, na qual admitiu que não se fez tudo bem nesta área durante a vigência do anterior executivo socialista, e que lhe valeu críticas internas.

No encerramento da convenção da IL, o líder reeleito Rui Rocha anunciou que o partido agendou para dia 12 de fevereiro um pacote de medidas “que visam dar mais segurança aos portugueses”, entre as quais que o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) passe a incluir dados sobre a nacionalidade, o género e a nacionalidade dos criminosos e das vítimas ou a expulsão de imigrantes que cometam crimes graves.

Também o CHEGA já prometeu para 20 de janeiro um debate em que vai propor, por exemplo, que os imigrantes com cadastro não possam entrar em Portugal e que aqueles que cometam crimes no país sejam repatriados.

Últimas de Política Nacional

Será o primeiro, o último e o único. António José Seguro aceitou apenas um debate televisivo frente a André Ventura, tornando o confronto da próxima terça-feira o único momento de embate direto entre os dois candidatos à Presidência da República antes da votação final.
Uma militante do PS do Barreiro, com assento na comissão política local e influência na definição das listas autárquicas, é apontada como ligada ao grupo 1143. Fontes socialistas confirmam a informação, mas a estrutura local mantém-se em silêncio e não retirou a confiança política.
Sob um clima de confronto desde o primeiro minuto, André Ventura entrou na entrevista da RTP a defender-se de perguntas polémicas e a virar o jogo político: da controvérsia inicial à mensagem central, o candidato deixou claro que a segunda volta é uma escolha sem meio-termo.
O Ministério Público de Alenquer deverá receber uma queixa-crime contra um vereador da CDU na Câmara Municipal da Azambuja, depois de este ter admitido a utilização de uma viatura municipal para fins privados. O caso está a gerar polémica política e acusações de falta de ética na gestão de bens públicos.
Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, desafia o primeiro-ministro a assumir de que lado está nas presidenciais. Para o CHEGA, apoiar um candidato socialista depois de criticar o PS é incoerente e a direita tem agora uma oportunidade histórica de travar o socialismo em Belém.
Projeto de lei, a que o Folha Nacional teve acesso, centra-se no superior interesse da criança e na evidência científica.
O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.
O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, considerou que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais "por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita".
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, pediu no domingo aos eleitores para que “não tenham medo da mudança” e disse ser uma “escolha segura” para o país, ao contrário do socialista António José Seguro.