Regulador da energia aplicou 45 coimas num total superior a 850 mil euros

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) decidiu 60 processos de contraordenação em 2024, que resultaram em 45 condenações com coima, cujo valor total ascendeu a 853.645 euros, foi hoje anunciado.

© D.R.

“No mesmo período, foram ainda atribuídas compensações a consumidores no quadro das decisões tomadas por transação pela ERSE, no montante total de 26.198,69 euros”, indicou o regulador, em comunicado.

Das 45 condenações com aplicação de coima, 17 avançaram para procedimento de transação (permite a simplificação e celeridade processuais e tem ainda permitido a compensação dos consumidores lesados), 16 foram pagas voluntariamente, 12 foram aplicadas através de decisão unilateral e quatro com admoestação.

Foram ainda arquivados 11 processos, dos quais dois com emissão de autos de advertência.

Entre os processos decididos em 2024, a ERSE destacou o da ENI Plenitude, em que foi aplicada uma coima de 548.000 euros por ter alterado os preços aos clientes durante o período de fidelização e violado deveres de informação aos seus clientes no seu ‘site’, nos contratos celebrados e nas faturas emitidas.

Destacou ainda o processo da SU Eletricidade, em que foi aplicada uma coima de 90.000 euros reduzida a metade, através de processo de transação, devido ao pagamento de compensações a clientes no valor de 25.680,83 euros.

A SU Eletricidade foi condenada por ter violado o dever de submeter ao operador logístico de mudança de comercializador os pedidos dirigidos pelos clientes no prazo máximo de cinco dias úteis, ter violado o dever de reduzir a potência contratada após pré-aviso escrito remetido para o consumidor com uma antecedência mínima de cinco dias, relativamente à data indicada para a sua concretização, e violação de obrigações de divulgação de informação aos clientes.

Dos processos decididos, 19 tiveram origem em ações de fiscalização para verificar a disponibilização de informação aos clientes através da Internet e as faturas dos comercializadores de eletricidade para clientes em Baixa Tensão Normal (BTN).

Estes casos resultaram na aplicação de coimas num montante total superior a 85.000 euros.

Já ao abrigo do Regime Jurídico do Livro de reclamações e do Regime das Contraordenações Económicas, foram aplicadas coimas a empresas com postos de abastecimento de combustíveis que levaram ao pagamento de coimas no valor total de 30.885,00 euros.

Em 2014, a ERSE abriu 102 novos processos de contraordenação, com base em denúncias e participações recebidas, o que resultou num total de 164 processos de contraordenação em tramitação, entre processos transitados e processos abertos.

Últimas de Economia

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode contratar até 1.111 médicos aposentados em 2026, mais 41 do que em 2025, incluindo novos contratos e renovações, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.
Empresários passam a partir de hoje a ter acesso a documentos como o Cartão da Empresa e situação contributiva na Carteira Digital da Empresa que funcionará através de uma extensão da aplicação gov.pt
O euro está hoje a ser negociado acima da barreira dos 1,18 dólares, mais de 0,80%, um nível que não alcançou desde setembro passado, quando chegou a superar 1,19 dólares.
A construção da barragem de Girabolhos, no concelho de Seia, e a manutenção da obra hidráulica do Mondego, a jusante de Coimbra, são duas das condições essenciais para evitar cheias na bacia hidrográfica, defenderem agricultores e dirigentes associativos.
O regulador dos seguros acumulou 44 milhões de euros em excedentes de tesouraria, após 2023, por cobrar receitas “desnecessárias aos fins da sua missão”, que têm sido usadas para “financiar o Estado”, conclui o Tribunal de Contas.
A Comissão Europeia aprovou hoje o oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 1,1 mil milhões de euros.
A ANA – Aeroportos de Portugal vai recorrer da multa que lhe foi aplicada pelo incumprimento do plano de ação do ruído do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, defendendo ter cumprido integralmente as obrigações previstas.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos, podendo intervir em caso de “risco de segurança grave”, decidiu hoje o Governo, preenchendo o “vazio legal” existente neste âmbito.
O Governo mandatou a CP - Comboios de Portugal para apresentar num prazo de 90 dias "uma proposta com os modelos concretos de subconcessões" a privados para os troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto, anunciou o ministro das Infraestruturas.
O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2025 com o seu melhor desempenho de sempre ao atingir mais de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas, revelou hoje a administração portuária.