Provas-ensaio começam em poucas escolas e sem grande impacto da greve

As provas ensaio do ensino básico arrancaram hoje "em muito poucas escolas" e sob a ameaça de greve dos professores, que teve pouco impacto, segundo a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

© LUSA/NUNO VEIGA

A partir de hoje e até ao final do mês, os alunos do 4.º, 6.º e 9.º ano vão fazer provas-ensaio a várias disciplinas, cabendo às escolas escolher os dias e as horas a que se realizam, sendo que “a maior parte não começou hoje”, disse à Lusa o presidente da  ANDAEP.

“Eu só começo amanhã, outros começam na quarta ou na quinta-feira. A grande maioria não começa já hoje, porque o calendário é feito pelas próprias escolas, que preferem não marcar logo para o primeiro dia, para ter mais tempo para se prepararem”, explicou Filinto Lima.

Nesta primeira semana, os alunos vão mostrar os seus conhecimentos a Português, seguindo-se os de Inglês (4.º ano) e de História e Geografia (6.º ano) e, na última semana de fevereiro, será a vez das provas-ensaio de Matemática.

Neste primeiro dia de provas-ensaio, “poderá ter havido um ou outro constrangimento relacionado com o material digital ou a internet, mas é uma coisa muito pontual”, segundo Filinto Lima.

O diretor escolar lembra que um dos objetivos destes testes é identificar eventuais problemas e avaliar a capacidade tecnológica das escolas, antes das provas finais de 3.º ciclo e das provas Monitorização da Aprendizagem (ModA) para que possam ser corrigidos a tempo das provas nacionais, que irão decorrer entre maio e junho.

As provas-ensaio vão realizar-se sob a ameaça de greve dos professores a tarefa como o secretariado de exames, vigilância ou classificação das provas, segundo os pré-avisos da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop).

“Não tenho conhecimento de nenhuma escola em que a greve tenha afetado as provas de hoje, mas, mais uma vez, ainda são poucas as escolas que hoje fizeram as provas-ensaio. Nos próximos dias, poderá notar-se mais o impacto da greve”, acrescentou Filinto Lima.

O objetivo das provas-ensaio é garantir também que os alunos tenham um contacto prévio com a plataforma eletrónica de realização de provas.

Apesar de não servirem para avaliação externa, as escolas poderão usar os resultados das provas-ensaio na nota final dos seus alunos, mas também aqui, as opções foram muito variadas: “Há de tudo nas escolas, uns vão usar, enquanto outros não. É uma decisão autónoma de cada escola”, disse Filinto Lima.

As provas-ensaio, elaboradas pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), são obrigatórias e terão a duração de 45 minutos.

No ano passado, o Governo decidiu suspender as provas digitais no 9.º ano por considerar que as escolas e os alunos não estavam preparados.

Em novembro, o ministério libertou uma verba de cerca de 10 milhões de euros para que as escolas fizessem a manutenção e adquirissem novos computadores e foram contratualizados aparelhos de ‘hotspot’ (‘routers’ portáteis) para todos os alunos que realizam as provas digitais e para cada sala de aula.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.
O Tribunal de Santarém condenou a prisão efetiva um homem responsável por três incêndios florestais, dois deles junto a zonas habitadas. A autoria foi confessada e considerada plenamente provada, apesar da tentativa de disfarçar os crimes alertando o 112.