Reservas de ouro do Banco de Portugal já valem mais de 33.000 milhões de euros

O preço do ouro continua a subir, tornando mais valiosas as reservas do Banco de Portugal (BdP), que já valem mais de 33 mil milhões de euros, uma valorização de 7% no arranque do ano.

© D.R.

O banco central tem cerca de 383 toneladas de ouro, sendo um ativo de reserva, que constitui um meio de pagamento internacional e de reserva de valor, que tem vindo a valorizar nos últimos anos.

Entre 2020 e 2023, o valor das reservas do BdP oscilou à volta dos 20 mil milhões de euros, mas a partir de 2024 começou a disparar. Em março saltou para 25 mil milhões e em outubro valorizou-se para mais de 31 mil milhões de euros.

No final do ano passado, entre novembro e dezembro, ainda chegou a recuar, mas em janeiro de 2025 voltou a disparar para 33.201,6 milhões de euros, valorizando 7% face a dezembro, de acordo com os valores disponíveis no site do BdP.

A instituição liderada por Mário Centeno ainda não tem valores disponíveis para fevereiro, mas segundo as contas da Lusa, ao valor a que a onça está a cotar atualmente, as reservas já valem quase 39 mil milhões de euros, ainda que este montante varie consoante as movimentações nos mercados.

O ouro tem vindo a seguir uma tendência de alta e esta semana registou novos máximos próximos da barreira de 2.900 dólares por onça, impulsionado pelas tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos.

Segundo analistas do Banca March, o metal amarelo “está novamente a recuperar o seu papel de ativo de refúgio após a chegada de Donald Trump ao poder e perante os bancos centrais que continuam a relaxar as suas políticas monetárias”.

Salientam também que o ouro continua a subir e que as compras são encorajadas pela possibilidade de uma guerra comercial entre os EUA e a China, as duas maiores potências mundiais.

Últimas de Economia

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.
Quase metade dos participantes num inquérito organizado pela consultora QSP identificam a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.
Os portos da Madeira registaram a entrada de 129 navios de cruzeiro no primeiro trimestre desde ano, mais 24 do que no mesmo período do ano passado, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM).
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.