UE está preparada para dialogar tarifas e recusa guerra comercial com EUA

A União Europeia (UE) está preparada para dialogar com os Estados Unidos sobre as novas taxas alfandegárias impostas por Washington e não tem interesse numa guerra comercial, garantiu hoje a Comissão Europeia.

© Facebook de Maros Sefcovic

“Não temos qualquer interesse numa guerra comercial, estamos prontos para negociações construtivas”, garantiu o comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, adiantando que a presidente da Comissão Europeia se encontra ainda esta manhã com o vice-presidente dos Estados Unidos, James David [JD] Vance, em Paris, e que ele mesmo se reunirá com os seus homólogos para dialogar “sobre estas mesmas questões, nos próximos dias”.

“Salientamos a importância de negociações construtivas para resolver e não para agravar ainda mais a situação”, assegurou, no final de um debate na sessão plenária do Parlamento Europeu, dedicado às tarifas de 25% sobre as importações de alumínio e aço pelos Estados Unidos, já anunciadas pelo Presidente Donald Trump e que entram em vigor em 12 de março.

Recordando que a relação comercial entre os dois blocos “é a maior do planeta”, Sefcovic detalhou que o volume das trocas comerciais entre a UE e os EUA “representa 1,5 biliões de euros por ano”.

“Todos os dias, quatro mil milhões de euros de bens e serviços atravessam diariamente o oceano Atlântico e cinco milhões de empregos em ambos os lados do Atlântico dependem deste comércio”, referiu também, acrescentando que “todos os anos 300 mil milhões de euros vão para os EUA como investimento dos nossos fundos de pensões e contas de poupança dos nossos cidadãos.

“Estou convencido de que devemos acarinhar e desenvolver ainda mais a nossa relação”, considerou.

O executivo comunitário anunciou hoje que irá responder com contramedidas às tarifas alfandegárias de 25% impostas pelos Estados Unidos às importações de aço e alumínio, que considera “más para as empresas e piores para os consumidores”.

“As tarifas são impostos, más para as empresas, piores para os consumidores”, sublinhou Maros Sefcovic, garantindo que o bloco responderá

“Estamos a analisar o alcance e responderemos com contramedidas firmes e proporcionadas”, disse o comissário aos eurodeputados, em Estrasburgo.

As taxas anunciadas por Washington entram em vigor em 12 de março para todas as exportações de alumínio e aço de países terceiros para os EUA.

Últimas de Economia

O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.
O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 3,5% em fevereiro, face ao mesmo mês de 2025, devido à redução dos preços da energia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.
O Banco Central Europeu recebeu 416 denúncias de infrações em 2025, um número semelhante às 421 de 2024, mas superior às 355 de 2023, indica um relatório da instituição divulgado hoje.
As energias renováveis garantiram 79,0% da eletricidade produzida em Portugal continental nos dois primeiros meses do ano, o terceiro melhor registo da Europa em termos de incorporação renovável, informou hoje a Apren.