Quase 10.000 denúncias em cinco anos por violência no namoro

A PSP recebeu, em cinco anos, 9.923 denúncias por violência no namoro, anunciou hoje em comunicado a força de segurança, que tem em curso nas escolas a campanha de sensibilização "No Namoro Não Há Guerra".

© D.R.

De acordo com a nota, em 2019 foram recebidas 2.185 participações; em 2020, 2.051; em 2021, 2.215; em 2022, 2.109; e, em 2023, 1.363.

“No que concerne a 2024, os dados ainda não se encontram totalmente consolidados”, refere a PSP.

Em 2023, mais de metade das vítimas (55%) tinha entre 25 e 44 anos, 28% menos de 25 e 17% mais de 45.

Das vítimas, 78% (1063) eram mulheres.

Entre as 1.363 situações denunciadas, 916 ocorreram no âmbito de relações em curso e 447 em contexto de “violência entre ex-namorados”.

A PSP lembra que, além de agressões físicas e sexuais e de ofensas e ameaças, também o controlo da forma como o parceiro ou parceira se veste ou quem se relaciona constituem situações de violência.

“Tanto as vítimas como as pessoas que lhes são mais próximas devem estar atentas a sinais de pressão constante para que se isolem do seu núcleo de família e amigos e vivam, cada vez mais, em função da vontade do agressor”, alerta a instituição, apelando aos cidadãos que denunciem as situações de violência de que tenham conhecimento.

As participações podem ser apresentadas, entre outros locais, em esquadras ou através dos e-mails escolasegura@psp.pt ou violenciadomestica@psp.pt.

Na quarta-feira, a PSP iniciou até 21 de fevereiro, a propósito do Dia dos Namorados que hoje se assinala, a campanha “No Namoro Não Há Guerra”, com a realização de ações de sensibilização direcionadas a adolescentes entre os 13 e os 18 anos de escolas básicas e secundárias.

A temática da violência do namoro tem estado igualmente presente na atividade das equipas Escola Segura, tendo decorrido, desde 2019, mais de 6.300 ações de sensibilização que abrangeram mais de 134.300 alunos de todo o país.

“Só no ano letivo 2023/2024 foram realizadas 1.795 ações de sensibilização que contaram com a participação de 39.295 alunos, em cerca de 330 estabelecimentos de ensino”, precisa a PSP.

“Não te prendas a uma relação tóxica. Violência não é amor”, apela, na nota, a força de segurança.

Últimas do País

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), num esclarecimento técnico hoje divulgado.
Um ex-diretor das Águas de Gaia (ADGaia) e um empreiteiro ficaram em prisão preventiva no âmbito da operação 'Água Turvas', que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal, decidiu hoje o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
As forças de segurança vivem tempos particularmente exigentes, até pelos palcos digitais e mediáticos onde se veem envolvidas, e, nesse contexto, a formação de novos agentes assume importância e complexidade acrescida, disse hoje um oficial da PSP.
A greve de hoje dos enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) Arrábida, em Setúbal, teve uma adesão superior a 70% nos hospitais e obrigou ao encerramento de várias unidades de cuidados de saúde primários, revelou fonte sindical.
João Gamelas demitiu-se do cargo de diretor clínico para a área hospitalar da ULS Lisboa Ocidental por razões pessoais, mas reconhece que “o problema que se vive na confiança e na relação com os profissionais” pesou na decisão.
O líder do CHEGA defendeu, no Parlamento, uma Comissão Parlamentar de Inquérito à 'Operação Influencer', sublinhando que o país assistiu à queda de um Governo socialista "afundado num verdadeiro polvo de corrupção”.
A onda de calor iniciada em 20 de maio é a terceira mais longa de que há registo em número de dias médio, com 9,3 dias, e 25 novos ‘recordes’ da temperatura máxima do ar, foi hoje divulgado.
Mais de 200 motoristas de táxi, segundo a PSP, foram detidos nos primeiros cinco meses do ano na região de Lisboa pelo crime de especulação, prática considerada "totalmente inaceitável" para o presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT).
O CHEGA vai propor no Parlamento que um trabalhador possa reformar-se quando atingir 40 anos de descontos ou 65 de idade e quer colocar um teto máximo para as pensões mais altas de 4.500 euros.
Um homem de 45 anos acusado de ter matado um septuagenário à paulada na sua própria casa em Águeda remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento no Tribunal de Aveiro.