Mais crimes registados pela PSP em contexto escolar no ano letivo 2023/2024

O número de crimes registados pela PSP em contexto escolar aumentou no ano letivo passado face a 2022/2023, continuando o total de ocorrências abaixo da média da última década, anunciou hoje a força de segurança.

© Facebook/PSP

Em comunicado, a PSP adianta que, em 2023/2024, foram contabilizados no âmbito do Programa Escola Segura 3.441 crimes, mais 331 do que no ano letivo anterior, o que corresponde a um aumento de 10,6%.

As ofensas corporais (1.346, mais 8,8% do que em 2022/2023) e as injúrias e ameaças (946, +14,7%) foram as situações mais frequentes.

No total, a força de segurança presente nos centros urbanos registou no ano letivo passado 4.107 ocorrências em contexto escolar, das quais 2.956 de natureza criminal (+9,2%) e 1.151 (+3,1%) de não criminal.

Cada ocorrência criminal pode corresponder a mais do que um crime.

“Apesar deste aumento, o número total de ocorrências, bem como o número de ocorrências criminais e não criminais continuam a ser inferiores à média da última década”, salienta, na nota, a PSP.

Em 2023/2024, foram detetadas nas escolas 39 armas, mais quatro do que no ano letivo anterior. Cinco eram de fogo.

O número de crimes de roubo (75) e de situações relacionadas com ‘bullying’ (134) e ‘cyberbullying’ (30) diminuiu face a 2022/2023.

Os dados mostram ainda que cerca de 70% das ocorrências registadas acontecem dentro das escolas e as restantes nas suas imediações e no percurso entre casa e os estabelecimentos de ensinos.

No ano letivo passado, a PSP realizou 31.920 apresentações no âmbito de 11.408 ações de sensibilização, com a participação de mais de 703.000 alunos.

O ‘bullying’ e o ‘cyberbullying’, a prevenção e segurança rodoviárias, o álcool e drogas, a utilização de novas tecnologias, a violência doméstica e no namoro e os direitos humanos foram os principais temas abordados.

O Programa Escola Segura abrange todos os estabelecimentos de ensino não superior públicos, privados e cooperativos do país, dos quais 3.173 na área de responsabilidade da PSP, e conta com 368 polícias desta força de segurança.

Últimas do País

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva em todo o território continental a partir de segunda-feira, com trovoada, e descida da temperatura por influência da passagem de uma depressão.
A ASAE desmantelou dois matadouros ilegais e apreendeu duas toneladas de carne, maioritariamente ovinos e caprinos, numa operação de combate ao abate clandestino realizada nas últimas semanas, indicou aquela autoridade.
As operações de Páscoa 2026 da PSP e da GNR registaram até domingo 18 mortos, em mais de dois mil acidentes, de que resultaram 42 feridos graves e 668 feridos ligeiros.
A PSP deteve 38 carteiristas e registou 1.617 ocorrências relacionadas com este tipo de crime nos primeiros três meses do ano, indicou hoje aquela polícia, numa altura em que aumentou a presença nas ruas para prevenir estes furtos.
O CHEGA apresentou um projeto de lei no Parlamento que pretende alterar os critérios de acesso às creches financiadas pelo Estado, defendendo a introdução de um princípio de prioridade nacional na atribuição de vagas.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou na sexta-feira, primeiro dia da ‘Operação Páscoa’, 236 acidentes, dos quais resultaram quatro mortos, cinco feridos graves e 68 ligeiros, anunciou hoje a força militar, adiantando terem sido fiscalizados sete mil condutores.
A PSP deteve, esta semana em Lisboa, seis carteiristas, anunciou hoje a polícia, que pediu à população para adotar comportamentos preventivos especialmente em zonas de elevada afluência turística.
Mais de 9.400 utentes com sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram sinalizados pelo INEM em 2025, o valor mais elevado dos últimos quatro anos, revelou esta quinta-feira o instituto.
Uma estrutura que congrega os maiores sindicatos e associações das forças e serviços de segurança vai realizar a 16 de abril de uma concentração em frente à residência do primeiro-ministro em Lisboa para protestar contra o corte nas reformas.
Entram discretamente, vivem em zonas de luxo, movimentam milhões e deixam um rasto de violência. O Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do mundo, está cada vez mais presente em Portugal e as autoridades já olham para o fenómeno com crescente preocupação.