PSD tem “aquilo que os hispânicos chamam de falta de… coragem”

Ventura acusa o “primeiro-ministro de estar escondido atrás de um sistema que há 50 anos permite que ele se esconda.”

© Folha Nacional

André Ventura respondeu à intervenção do primeiro-ministro e disse: “Não julgue que é por gritar muito que deu esclarecimentos o país”. “Não sairemos sem dar as respostas que têm de dar a Portugal”, avisou.

Depois retorquiu à provocação de Hugo Soares (PSD) sobre Miguel Arruda, que já não está na bancada do CHEGA, mas se o PSD “olhar para trás ainda vê Miguel Albuquerque. Essa é a grande diferença” e questiona “onde é que está o populismo”, essa falta daquilo que os hispânicos chamam de falta de… coragem”, arrematou.

“Está a comparar um autarca em funções que vai buscar o antigo sócio para lhe dar dinheiro com um veterinário que quer baixar o IVA? Estão a brincar com quem?”, interroga esclarecendo que um “conflito de interesses” é sim o “aumento do salário dos políticos” – proposta aprovada no Parlamento, nas votações na especialidade do Orçamento do Estado para 2025.

Ventura acabou a acusar o “primeiro-ministro de estar escondido atrás de um sistema que há 50 anos permite que ele se esconda.”

O Governo enfrenta, esta sexta-feira, a primeira moção de censura na Assembleia da República. Esta foi apresentada pelo CHEGA após ser noticiado que poderia haver um conflito de interesses com o facto de a esposa do líder do Executivo ser sócia da Spinumviva.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.
O líder do CHEGA revelou hoje que falou com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre as Lajes e indicou que deu a sua concordância à utilização da base para abastecimento ou apoio e não para ataque ao Irão.
O CHEGA vai propor a proibição da entrada de migrantes dos países afetados pelo conflito no Médio Oriente, além da isenção de IVA para os bens alimentares essenciais e um mecanismo temporário para a redução do preço dos combustíveis.
O presidente do CHEGA lamentou hoje que a diplomacia tenha falhado no conflito que opõe Estados Unidos da América e Israel ao Irão, mas considerou que o regime iraniano teve "uma certa culpa" e espera uma mudança no país.
O presidente do CHEGA, André Ventura, propôs hoje a criação de uma comissão no parlamento dedicada à reforma do Estado presidida pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, e rejeitou que o social-democrata seja uma ameaça ao seu partido.
Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.