INEM recebeu mais de 450 chamadas por dia de falsas urgências em 2024

O INEM atendeu em 2024 mais de 170 mil chamadas que foram consideradas falsas urgências, uma média superior a 450 contactos por dia que obrigaram a uma triagem, anunciou hoje o instituto.

©INEM

Segundo os dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), as mais de 170 mil chamadas de falsas urgências atendidas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) representaram uma “média diária de 450 chamadas que não foram consideradas emergências depois de efetuada a triagem telefónica pelos profissionais” dos centros.

“Todas estas chamadas para situações não urgentes obrigam a uma triagem por parte dos profissionais do INEM que trabalham nos CODU, o que poderá atrasar a triagem a situações verdadeiramente emergentes”, alertou o instituto que coordena do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).

De acordo com os mesmos dados, em 2024, os quatro CODU de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, que coordenam e gerem os vários meios de socorro, receberam cerca de 1,5 milhões de chamadas.

Desse total, cerca de 170.107 não levaram ao acionamento de qualquer meio de emergência pré-hospitalar por parte dos CODU, que transferiram ainda para a linha SNS24 cerca de 77.566 chamadas consideradas não urgentes.

O INEM reafirmou que os cidadãos devem ligar para o Número Europeu de Emergência — 112 apenas em situações graves ou de risco de vida, como por exemplo, uma alteração do estado de consciência, suspeita de AVC, engasgamento, dificuldade em respirar, acidentes com feridos, dor no peito, hemorragias abundantes ou incontroláveis e queimaduras graves ou em zonas sensíveis.

Em todas as outras situações, os cidadãos devem ligar para o SNS24 e procurar o aconselhamento adequado, adiantou o instituto.

As chamadas efetuadas para o número 112 são atendidas em primeira linha nos centros operacionais geridos pelas forças de segurança, que encaminham para os CODU do INEM todas as situações relacionadas com a saúde.

Últimas do País

As aulas foram hoje canceladas em várias escolas do concelho de Vagos, devido a uma infestação de moscas que obrigou à suspensão do serviço de refeições por falta de condições de higiene e segurança alimentar, informou o Agrupamento de Escolas.
O aluno do concelho de Almada com necessidades educativas especiais, cujos pais processaram judicialmente o Ministério da Educação por não ter vaga numa escola, foi colocado, mas continua sem aulas.
O homem acusado de matar a mulher com 17 facadas em agosto de 2025, no Porto, disse hoje ter ficado "cego e descontrolado", acusando a vítima de o tentar agredir primeiro, após discutirem por causa da aliança de casamento.
O protesto fez-se ouvir esta manhã nas imediações de São Bento. Horas depois, os deputados discutem propostas do CHEGA para baixar o IVA dos combustíveis, aplicar IVA Zero ao cabaz alimentar e acabar com as portagens nas duas pontes sobre o Tejo.
O Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) e organismos similares de outros quatro países europeus alertaram hoje, numa declaração conjunta promovida pela instituição portuguesa, que o investimento em defesa "não deve ocorrer à custa da transparência" e integridade.
Trinta mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados hoje na freguesia lisboeta de Alvalade, numa primeira fase de um projeto experimental que tem como objetivo final reduzir a população do mosquito-tigre-asiático, explicou à agência Lusa um dos responsáveis.
Um homem, de 29 anos, foi detido pela GNR por suspeitas de "violência psicológica" sobre a sua mãe, de 50 anos, no concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre, divulgou hoje aquela força de segurança.
Cerca de 300 doentes permanecem nos hospitais psiquiátricos à espera de respostas que permitam a sua saída, constituindo um desafio à desinstitucionalização prevista na reforma da saúde mental.
DJ, atuação musical, coreógrafo, ecrãs gigantes e passarela integraram os dois eventos contratados pela Câmara de Cascais. Primeiro-ministro e Presidente da República marcaram presença na cerimónia oficial.
Setenta e três pessoas continuam desalojadas devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano, revelou esta quarta-feira o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.