Reciclagem de pilhas e baterias portáteis aumentou 22% em 2024

A reciclagem de pilhas e baterias portáteis aumentou 22% em 2024, face a 2023, revelou hoje a associação Electrão, que no ano passado recolheu 412 toneladas de material retirado de equipamentos elétricos, comandos, brinquedos, telemóveis e computadores.

© D.R.

Segundo os dados divulgados pela Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, nas baterias industriais, o aumento foi na ordem dos 7%. No último ano, a recolha e reciclagem destes dispositivos aumentou de 891 toneladas para 957 toneladas, segundo a mesma fonte.

“Em termos globais, a Electrão encaminhou para reciclagem 1.369 toneladas de pilhas e baterias usadas ao longo de 2024, o que representa um aumento de 12%, face ao ano anterior”, precisou a associação, em comunicado.

No ano passado, os pontos de recolha cresceram 21%, totalizando 8.735 locais em todo o país, mais 1.523 face ao ano anterior.

De acordo com a Electrão, todas as lojas que comercializam estes produtos “têm de assegurar a retoma” dos equipamentos entregues pelo cidadão, considerando que se trata de “um canal igualmente importante e com enorme potencial, que poderá ajudar a catapultar a recolha”.

“A reciclagem de pilhas e baterias é crucial para recuperar recursos críticos como lítio e cobalto, essenciais para a transição ecológica e digital da União Europeia”, sublinhou a Eletrão, referindo que atualmente 90% da refinação das chamadas ‘terras raras’ de onde são extraídos esses minerais ocorre na China, o que torna a reciclagem “uma estratégia chave” para reduzir a dependência externa e reforçar a soberania europeia.

A meta da União Europeia é garantir que a reciclagem fornece 25% das matérias-primas críticas necessárias, para criar um fluxo mais sustentável de materiais essenciais.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.