Greve dos trabalhadores da administração local pode afetar escolas e recolha de lixo

O funcionamento das escolas e a recolha do lixo poderão ser hoje afetados pela greve dos trabalhadores da administração local, que realizam também uma manifestação, em Lisboa, por aumentos salariais e valorização de carreiras.

© LUSA/MIGUEL A. LOPES

A greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), abrange sobretudo os assistentes operacionais das escolas, no dia em que decorrem tradicionalmente os desfiles de Carnaval escolares, e os trabalhadores da higiene urbana, tanto os que iniciaram os turnos antes das 00:00 de hoje como aqueles cujos horários de trabalho terminem após as 24:00.

A manifestação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), afeto à CGTP, decorre a partir das 14:30, com concentração na Praça da Figueira e caminhada até ao Ministério das Finanças, em Lisboa.

Em simultâneo com esta greve decorre o terceiro dia de uma outra convocada pela Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), para reivindicar uma resposta aos problemas dos trabalhadores das carreiras gerais da função pública, e que hoje é dirigida também aos assistentes operacionais.

Segundo o STAL, o protesto foi convocado para exigir um aumento intercalar dos salários, a revogação do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), que considerou “um retardador da evolução dos trabalhadores”, 35 horas de trabalho semanal para todos e a valorização das carreiras.

O sindicato destacou que a taxa de inflação atingiu níveis históricos nos últimos anos e, no pré-aviso de greve, indicou pretender um aumento salarial de, pelo menos, 15%, com um mínimo de 150 euros, aplicado aos 749 mil trabalhadores da Administração Pública.

O STAL reivindicou ainda um aumento dos suplementos de penosidade e insalubridade e que estes subsídios sejam alargados a outras funções e categorias de assistentes operacionais.

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