Auditoria da IGAS vai abranger todos os hospitais do SNS

A auditoria da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) sobre a assistência prestada nas urgências a estrangeiros não residentes vai abranger as 39 Unidades Locais de Saúde (ULS) do país, indica o plano hoje divulgado.

© D.R.

Com esta iniciativa, a IGAS pretende apurar como é que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a gerir a assistência a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal nos serviços de urgência dos hospitais públicos.

Esta auditoria surge na sequência de um relatório divulgado em dezembro de 2024, não integrado numa ação inspetiva, e que apurou que mais de 102 mil pessoas não residentes no país foram assistidas nas urgências do SNS em 2023 e cerca de 92 mil entre janeiro e setembro de 2024.

No período de 2024, quase metade desses atendimentos foram a pessoas não abrangidas por seguros, protocolos, convenções internacionais, acordos de cooperação ou Cartão Europeu de Seguro de Doença.

Na sequência desse relatório, a IGAS decidiu avançar para uma auditoria que vai abranger as 39 ULS do país e que terá um âmbito temporal correspondente aos anos de 2023 e 2024.

Em concreto, a inspeção-geral vai apurar a caracterização das pessoas estrangeiras não residentes assistidas nas urgências e o motivo da deslocação a esse serviço, assim como os custos e as receitas com a assistência prestada.

A IGAS pretende ainda saber quais as soluções para as barreiras linguísticas e a perceção dos gestores e dos profissionais de saúde sobre a assistência prestada aos não residentes.

Nesse sentido, a auditoria quer determinar qual o número de pessoas estrangeiras não residentes em Portugal assistidas nos serviços de urgência, por nacionalidade, sexo e idade, e quais os procedimentos instituídos no seu registo.

Entre outros pontos, o plano prevê o apuramento de como as ULS cobram os custos com a assistência prestada, qual o total da receita e qual o valor total da faturação que se encontra por liquidar.

Numa audição parlamentar em fevereiro, a ministra da Saúde admitiu que a cobrança de cuidados tem sido inviável numa “percentagem relevante” dos estrangeiros que recorrem ao SNS, apontando os casos do Oeste, do Algarve e do Hospital Fernando Fonseca.

“É verdade que temos uma percentagem relevante, sobretudo em três zonas — no Oeste, no [Hospital] Fernando Fonseca e no Algarve, onde esta cobrança, esta faturação, essa identificação da entidade financeira responsável se torna, de acordo com os administradores, inviável”, afirmou Ana Paula Martins na altura.

Portugal tem acordos bilaterais que contemplam a proteção na doença com Andorra, Brasil, Cabo Verde, Québec, Marrocos e Tunísia.

Já os acordos de cooperação, visam assegurar, nas mesmas condições dos cidadãos nacionais, a assistência médica de doentes evacuados dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que se deslocam a Portugal para receberem cuidados de saúde hospitalares e em regime de ambulatório no Serviço Nacional de Saúde.

Últimas do País

Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.
O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.
As autoridades já apreenderam mais de 42 toneladas de cocaína desde o início do ano, um volume que evidencia a dimensão das operações de combate ao tráfico de droga. Os números colocam novamente em destaque a atividade das redes internacionais de narcotráfico e a importância da fiscalização das rotas de circulação de estupefacientes.
André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.