MP acusa 16 pessoas de burla com contratos de arrendamento no Porto

O Ministério Público acusou de associação criminosa e burla qualificada 16 pessoas suspeitas de simularem ser donos de habitações no Porto que colocavam para arrendamento e assim "se apoderarem dos valores entregues" como rendas antecipadas, foi hoje anunciado.

© D.R.

Em comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, o Ministério Público (MP) indicia os arguidos por, entre setembro de 2022 e fevereiro de 2024, colocarem anúncios de “habitações para arrendamento, fazendo-o em ‘sites’/plataformas da Internet (Facebook/Marketplace/Idealista) como se fossem os respetivos donos das habitações, com o propósito de celebrarem contratos de arrendamento e de se apoderarem dos valores entregues a título de rendas antecipadas”.

Os 16 arguidos são acusados de um crime de associação criminosa, sendo que, destes, 12 são também acusados de um crime de burla qualificada e de dezenas de crimes de falsificação de documentos.

Onze dos arguidos são também acusados de um crime de branqueamento, enquanto oito responderão ainda.

Na lista de delitos, o MP acusa quatro dos arguidos de dezenas de crimes de falsidade informática e outros quatro de vários crimes de uso de documento de identificação alheio. São ainda acusados quatro de vários crimes de furto e um de um crime de ameaça agravada.

De acordo com a acusação, estão em causa 88 situações ocorridas na Área Metropolitana do Porto.

Segundo o MP, “para conseguirem o acesso ao imóvel, os arguidos reservavam e pagavam estadias de curta duração (entre um a três dias) em casas e/ou apartamentos destinados a alojamento local e após terem as chaves dos imóveis ou códigos de acesso à entrada nesses alojamentos, anunciavam esses imóveis para arrendamento, retirando-lhes as menções turísticas”, como placas de Alojamento Local, extintores ou documentos com “regras de funcionamento”.

Quando contactados pelas vítimas interessadas nos arrendamentos, refere o texto, os arguidos simulavam a demonstração do imóvel, por fotografia ou presencialmente, e, perante o interesse manifestado, solicitavam os documentos para a formalização dos contratos de arrendamento.

Depois, “elaboravam e assinavam” contratos de arrendamento “indicando contas bancárias dos próprios para receber o valor das rendas antecipadas”, entregando as chaves às vítimas, que “só se apercebiam da falsidade dos contratos após o período de reserva inicial, quando confrontados pelos responsáveis dos alojamentos ou pela presença de novos hóspedes”.

Com tais práticas os arguidos “conseguiram alcançar vantagens criminosas” no valor global de 183.987 euros, que o Ministério Público requereu que fosse declarado perdido a favor do Estado e que os arguidos fossem condenados no seu pagamento.

Dois dos 16 arguidos vão responder a este processo em prisão preventiva e obrigação de permanência na habitação.

Últimas do País

Um homem de 34 anos suspeito de vários assaltos a postos de abastecimento de combustível, e outros estabelecimentos comerciais ocorridos nos últimos meses em Aveiro, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou hoje a PSP.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na quinta-feira, no Aeroporto de Lisboa, uma mulher procurada pelas autoridades da Dinamarca, país de onde fugiu acompanhada por um filho menor, à guarda do progenitor, foi hoje divulgado.
O homem de 49 anos que tinha sido detido este mês por suspeita de atear vários incêndios florestais em Águeda, no distrito de Aveiro, voltou a ser detido pelo mesmo crime, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve em Lisboa um cidadão estrangeiro, de 32 anos, procurado pelas autoridades brasileiras por um crime de tráfico de droga, foi hoje divulgado.
A GNR contabilizou hoje de manhã 380 camiões na marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens e realçou que o protesto decorreu sem incidentes.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou um total de 99 acidentes nas estradas da Região Autónoma da Madeira na última semana, que fizeram 29 feridos, quatro dos quais graves, e uma vítima mortal.
Luísa Ribeiro integra uma das equipas candidatas à liderança da televisão pública, mas mantém um processo contra o Estado e a Presidência do Conselho de Ministros, precisamente a área governativa que tutela a RTP. Caso estará relacionado com a sua saída da administração da AIMA.
O Ministério Público (MP) acusou de homicídio qualificado um homem de 51 anos que, em dezembro de 2025, matou a golpes de enxada uma vizinha de 71 anos em Adaúfe, Braga, por causa de uma dívida de 35 euros.
O Presidente da Junta de São Marcos da Serra é acusado de ter feito uma denuncia falsa à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens depois de estes o terem enfrentado. Questionado pela Sábado sobre se ainda tem condições para continuar, Márcio Coelho responde: "Obviamente".
O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje a morte de uma bombeira de 24 anos que combatia um incêndio florestal em Resende e destacou a sua "coragem, dedicação e sacrifício".