Supremo obriga revisão de pontuação de sete juízes que concorreram à Relação

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Conselho Superior da Magistratura (CSM) terá de rever a pontuação dos currículos de sete juízes que concorreram aos tribunais da Relação no ano passado, confirmou o CSM à Lusa.

© D.R

Depois da divulgação das listas de colocados do concurso curricular de acesso aos tribunais da Relação, em que o objetivo é promover os magistrados de primeira instância a desembargadores, vários juízes quiseram impugnar o processo, avançaram para o Supremo Tribunal de Justiça e agora será feita “uma nova ponderação dos currículos dos candidatos que apresentaram as ações”, acrescentou o Conselho Superior da Magistratura.

De acordo com as informações avançadas à Lusa pelo CSM, foram apresentadas nove ações administrativas junto do STJ, que pretendiam que o resultado do último concurso, realizado em junho de 2024, fosse anulado, assim como as tabelas de pontuação final.

Neste momento, uma das nove ações está ainda pendente de decisão do Supremo Tribunal de Justiça e outra ação teve como resultado a absolvição do CSM.

Nas restantes sete ações, a decisão do Supremo foi parcialmente procedente. Por um lado, o Supremo Tribunal de Justiça não aceitou a anulação do concurso e, por outro lado, “foi determinada a revisão da pontuação que lhes foi atribuída num dos fatores de avaliação”, explicou este órgão.

A revisão das pontuações está relacionada com a forma como o júri do concurso interpretou o percurso avaliativo global dos candidatos, que é um dos fatores de avaliação.

O CSM está agora em fase de “trabalhos preparatórios para a reformulação dos juízos de apreciação que se revelem necessários”, cuja decisão será tomada em plenário.

Últimas do País

Os clientes afetados pela tempestade Kristin e que pagaram o crédito após 28 de janeiro verão devolvido o valor pago pelos bancos quando aderirem às moratórias, explicaram esta quinta-feira, 5, responsáveis do Santander Totta.
As condições atmosféricas causadas pelas constantes tempestades continuam a obrigar ao corte de trânsito na Autoestrada 14 (Coimbra-Figueira da Foz), em três troços, noutros três de Itinerários Complementares (IC), além de múltiplos em 77 estradas nacionais e em 66 municipais.
A proteção civil registou 399 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste, sem vítimas ou desalojados, disse à Lusa Elísio Pereira.
Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Depois de dias de espera, o ministro das Finanças garante que o dinheiro para apoiar as famílias afetadas pela tempestade Kristin estará disponível “o mais tardar” até segunda-feira. Para quem viu casas destruídas e contas a acumular, a ajuda continua prometida, mas ainda não chegou.
O mau tempo da madrugada de hoje fez aumentar para 86 mil o número de pessoas sem energia elétrica, segundo a informação divulgada pela E-REDES.
O corpo de um homem foi resgatado do interior da viatura encontrada submersa numa linha de água no concelho de Serpa, revelaram as autoridades, tendo a Proteção Civil referido que não estava mais ninguém no veículo.
As autoridades nacionais não indicam o número de feridos das tempestades que afetaram o país na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do SNS, que não disponibilizou ainda os dados.
O número de utentes sem médico de família subiu para 1.563.710 no final de dezembro, segundo o portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde, que mostra também um aumento no número de inscritos nos Cuidados de Saúde Primários.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 3.326 ocorrências relacionadas com cheias entre 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje, indicou o comandante nacional do organismo.