Supremo obriga revisão de pontuação de sete juízes que concorreram à Relação

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Conselho Superior da Magistratura (CSM) terá de rever a pontuação dos currículos de sete juízes que concorreram aos tribunais da Relação no ano passado, confirmou o CSM à Lusa.

© D.R

Depois da divulgação das listas de colocados do concurso curricular de acesso aos tribunais da Relação, em que o objetivo é promover os magistrados de primeira instância a desembargadores, vários juízes quiseram impugnar o processo, avançaram para o Supremo Tribunal de Justiça e agora será feita “uma nova ponderação dos currículos dos candidatos que apresentaram as ações”, acrescentou o Conselho Superior da Magistratura.

De acordo com as informações avançadas à Lusa pelo CSM, foram apresentadas nove ações administrativas junto do STJ, que pretendiam que o resultado do último concurso, realizado em junho de 2024, fosse anulado, assim como as tabelas de pontuação final.

Neste momento, uma das nove ações está ainda pendente de decisão do Supremo Tribunal de Justiça e outra ação teve como resultado a absolvição do CSM.

Nas restantes sete ações, a decisão do Supremo foi parcialmente procedente. Por um lado, o Supremo Tribunal de Justiça não aceitou a anulação do concurso e, por outro lado, “foi determinada a revisão da pontuação que lhes foi atribuída num dos fatores de avaliação”, explicou este órgão.

A revisão das pontuações está relacionada com a forma como o júri do concurso interpretou o percurso avaliativo global dos candidatos, que é um dos fatores de avaliação.

O CSM está agora em fase de “trabalhos preparatórios para a reformulação dos juízos de apreciação que se revelem necessários”, cuja decisão será tomada em plenário.

Últimas do País

Os pais de um menino de três anos foram detidos por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à criança, em Vendas Novas, no distrito de Évora, divulgou hoje o Ministério Público.
Um homem, de 44 anos, ficou em prisão preventiva, na ilha de São Miguel, Açores, por ser suspeito de 29 crimes, entre os quais de condução ilegal, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física, anunciou hoje a PSP.
O novo sistema informático de colocação de médicos no internato da especialidade começou a funcionar, mas as primeiras 161 colocações ficaram marcadas por falhas. O processo teve de ser repetido, aumentando a desconfiança entre os candidatos.
Um jovem foi atingido por dois tiros durante um ataque protagonizado por quatro homens encapuzados, a poucos metros da Câmara Municipal da Amadora. Os suspeitos fugiram e a Polícia Judiciária está a investigar o caso.
O Governo investiu milhões de euros na expansão da rede de creches, mas a oferta continua a não chegar para todas as crianças. Nem os fundos do PRR nem o programa Creche Feliz conseguiram eliminar a falta de vagas.
Milhões de euros em refeições escolares continuam por pagar, deixando as autarquias com encargos acumulados. Os pagamentos em atraso dizem respeito às refeições fornecidas aos alunos nas escolas.
Um administrador de insolvências foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por envolvimento num esquema de burlas que ultrapassou um milhão de euros. Os lucros obtidos através das operações fraudulentas eram colocados em nome da namorada.
A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.