SNS com “recorde” de 713 médicos aposentados a trabalhar no final de 2024

Mais de 700 médicos aposentados estavam a trabalhar no SNS no final de 2024, mais de metade dos quais em centros de saúde, uma medida implementada nos últimos anos e que o Governo vai manter em 2025.

© D.R.

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) adiantou hoje à agência Lusa que, no final de dezembro de 2024, “se verificou um total recorde de 713 médicos aposentados no ativo” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo os dados da ACSS, desse total de 713 clínicos, 464 encontravam-se nos cuidados de saúde primários, 234 trabalhavam nos hospitais públicos e 15 nos serviços centrais.

Dos 713 médicos aposentados ativos, 85,8% encontrava-se em regime de tempo parcial.

Em causa está um regime excecional que entrou em vigor em 2010 por um período de três anos, que permitia a contratação de aposentados pelos serviços e estabelecimentos do SNS para dar resposta à falta de médicos em Portugal, mas que tem sido prorrogado desde então.

Para 2024, o anterior Governo fixou em 900 o número de médicos aposentados a contratar para o SNS, ao abrigo desse regime excecional, um contingente que é definido anualmente através de despacho.

Já para este ano, o despacho do ministro das Finanças e da ministra da Saúde publicado hoje em Diário da República aumenta o contingente, definindo que podem ser contratados até 1.070 médicos aposentados.

De acordo com o despacho, esse contingente de 1.070 abrange a celebração de novos contratos de trabalho com clínicos que estejam aposentados, mas também a renovação de contratos em execução em 31 de dezembro de 2024.

O documento salienta também que as características da atual demografia da classe médica têm potenciado um elevado número de aposentações, situação que se vai ainda manter nos próximos anos, em especial, na especialidade da medicina geral e familiar (médicos de família).

O reforço da resposta assistencial do SNS com médicos aposentados é uma medida que está contemplada no plano de emergência e transformação da saúde, aprovado pelo Governo no final de maio de 2024.

Um relatório sobre recursos humanos da saúde divulgado em 2023 alertava que um em cada quatro médicos tinha mais de 65 anos, um envelhecimento da classe que resultará numa vaga estimada de cerca de 5.000 aposentações até 2030.

“A presente década de 2020–2030 será marcada por um elevado volume de aposentações de médicos do SNS. Prevê-se neste período a aposentação de cerca de cinco mil médicos, a que acresce a aposentação de médicos que trabalhem exclusivamente no setor privado”, referia o documento dos investigadores Pedro Pita Barros e Eduardo Costa.

Últimas do País

As farmacêuticas demoraram, em média, nove meses a submeter um medicamento após terem autorização de introdução no mercado, nos últimos cinco anos, e o Infarmed levou 11 meses a avaliar e decidir.
A corrupção é atualmente considerada a principal ameaça à democracia em Portugal, segundo os dados de uma sondagem incluída no relatório 'O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa'.
As crianças de uma turma da Escola Básica Professora Aida Vieira, em Lisboa, ficaram impedidas de ter aulas durante uma semana, segundo relatam os pais, tendo a direção justificado a situação com a "necessidade de se reorganizar".
Uma empresa dedicada à sucata e a sua ex-gerente vão ser julgadas pelo Tribunal de Coimbra pela suspeita de dois crimes de fraude fiscal de três milhões de euros, associados a transferências para Hong Kong e Emirados Árabes Unidos.
As praias do Inatel e dos Pescadores, em Albufeira, foram hoje reabertas a banhos, pondo fim à interdição que vigorava desde terça-feira devido a uma descarga de águas residuais para o mar, disse o capitão do porto de Portimão.
A confusão começou na triagem e terminou com agressões. Uma enfermeira acabou agredida no Santa Maria e dois bombeiros terão sido atacados durante uma confusão que obrigou à intervenção da PSP.
O CHEGA votou contra a atribuição de apoio financeiro à marcha LGBT em Ponta Delgada, numa reunião da Câmara Municipal, defendendo que o dinheiro dos contribuintes deve ser utilizado para responder aos problemas reais da população e não para financiar “ideologias”.
Os autores do novo relatório sobre os ambientes de trabalho em Portugal avisam que a análise feita pode esconder uma "adaptação silenciosa" a níveis elevados de 'stress' e exaustão dos trabalhadores.
A PSP deteve nos primeiros quatro meses deste ano 1.356 condutores por falta de carta de condução, uma média de 11 por dia, na sequência de 7.027 operações de prevenção e fiscalização rodoviárias, foi agora divulgado.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou nos últimos cinco anos 4.804 mães e pais vítimas de violência por parte dos filhos, a maioria por violência doméstica, segundo dados divulgados hoje por aquela instituição.