Crimes nas escolas atingem níveis recorde na última década “devido à impunidade”

O Presidente do CHEGA afirma que "a violência impera nas escolas devido à impunidade", sublinhando a necessidade urgente de medidas para combater este fenómeno.

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O número de ocorrências de natureza criminal em ambiente escolar aumentou 6,8% no ano letivo de 2023/2024, atingindo o valor mais elevado dos últimos dez anos. Esta é uma das principais conclusões do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2024, cuja versão preliminar foi aprovada esta segunda-feira pelo Conselho Superior de Segurança Interna. O relatório revela que o número de crimes em contexto escolar tem vindo a aumentar de forma expressiva desde o período da pandemia, correspondente ao ano letivo de 2020/2021.

Para o Presidente do CHEGA, este aumento é consequência direta da “impunidade” sentida nas escolas. “A violência impera nas escolas devido à impunidade”, defendeu, reforçando a “necessidade de adoção imediata de medidas que ponham fim ao problema”.

Segundo o mesmo relatório, ao qual a agência Lusa teve acesso, as forças de segurança registaram um total de 7.128 ocorrências, das quais 5.747 são de natureza criminal. Em comparação, no ano letivo de 2014/2015, foram registadas 4.768 ocorrências criminais, um número significativamente inferior ao dos últimos anos.

O relatório destaca ainda que a maioria destes episódios ocorreu no interior dos estabelecimentos escolares. Os crimes mais frequentes são as ofensas à integridade física (2.249 casos), furtos (cerca de 1.000 casos), ofensas sexuais (171 casos) e roubos (117 casos). Foram também contabilizadas 76 ocorrências relacionadas com posse ou uso de arma.

No que respeita à distribuição geográfica, o distrito de Lisboa lidera com 2.044 ocorrências, seguido do Porto (1.133), Setúbal (707), Aveiro (434), Faro (416), Braga (383), Leiria (258) e Santarém (249).

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