Prisões vão ter obras a partir de junho e novos sistemas de vigilância

Os sistemas de videovigilância das cadeias estão a ser reforçados, com a instalação de novos sistemas em vários estabelecimentos, e algumas obras começam em junho, revela o relatório de execução do plano de reforço de segurança nas prisões.

De acordo com a informação remetida à Lusa, o documento foi entregue esta semana ao Ministério da Justiça pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e surge na sequência do plano de reforço da segurança nas prisões.

O objetivo deste relatório é fazer um ponto de situação das medidas executadas ou em curso nos primeiros três meses do ano, depois da auditoria a nível nacional da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça.

Depois da fuga de cinco reclusos da prisão de Vale de Judeus, a 7 de setembro do ano passado, a questão da videovigilância foi amplamente discutida e agora, adianta o Ministério da Justiça, a DGRSP está a instalar novos sistemas de videovigilância em algumas cadeias e a reforçar os sistemas que já existem noutras. Além disto, a monitorização feita pelos serviços centrais vai passar a ser feita de forma permanente em todas as 49 cadeias – 24 horas por dia, todos os dias do ano.

Em relação às obras, nos últimos três meses foi feito um levantamento das intervenções mais urgentes em cada um dos estabelecimentos prisionais e as primeiras obras deverão começar, indica a tutela, em junho deste ano. Entre as necessidades apontadas por cada prisão estão a cobertura de pátios, requalificação de muros, substituição de vedações e renovação de janelas, por exemplo.

Estas obras, acrescenta o ministério liderado por Rita Alarcão Júdice, têm um investimento de 4,5 milhões de euros, cujo financiamento é garantido também pelo Fundo de Modernização da Justiça.

O relatório de execução agora entregue estabelece também, tal como já tinha sido anunciado pelo Ministério da Justiça, a instalação de inibidores de sinal de telemóveis de sinal de drones na prisão de Vale de Judeus, estando o projeto-piloto em fase de desenvolvimento. O objetivo é alargar depois este projeto às restantes cadeias. Também em Vale de Judeus, a elaboração do projeto da construção de duas torres de vigilância, acrescentou a tutela, está em fase avançada.

Estas medidas que estão agora em curso dentro das prisões são a consequência da auditoria feita às condições de segurança das 49 prisões e que ficou conhecida no final do ano passado. O relatório revelou “deficiências” nos equipamentos, organização e gestão de recursos, sendo que uma das conclusões apontava para a necessidade de avaliar a lotação das prisões.

Depois da entrega deste relatório de execução, a DGRSP tem até junho para apresentar um novo documento. E até ao final do ano, a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça deverá apresentar um novo relatório de uma nova auditoria que será feita durante os últimos três meses do ano.

Tanto o relatório entregue no final do ano passado como o documento que foi entregue esta semana não serão divulgados por questões de segurança.

Últimas do País

O Serviço SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, denunciou hoje que triplicou o número de processos relacionados com situações mais graves e complexas encaminhados para o Ministério Público em 2026.
Cerca de 70 bombeiros, apoiados por 26 viaturas, combatem um incêndio num armazém de gestão de resíduos plásticos em Taveiro, no concelho de Coimbra, que deflagrou na madrugada de hoje, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Providência cautelar aceite pelo Tribunal Administrativo de Lisboa suspende decisão da autarquia de Carlos Moedas que determinava a retirada do outdoor político do CHEGA.
Um homem, de 23 anos, ficou em prisão preventiva indiciado por sete crimes de furto qualificado em residências e estabelecimentos industriais, cometidos no concelho de Vila Verde, distrito de Braga, indicou a GNR.
Sondagem do Diário de Notícias coloca partido liderado por André Ventura à frente da AD. CHEGA surge com 23,5% enquanto a AD regista 23,2%.
Os centros de saúde fizeram no ano passado menos 767.413 consultas médicas presenciais, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que aponta para uma “reconfiguração da atividade”, com mais consultas não presenciais e ao domicílio.
A PSP registou 3.725 denúncias de violência doméstica e deteve 433 pessoas no primeiro trimestre do ano, um ligeiro aumento em relação ao mesmo período de 2025, revelou hoje a polícia, avançando que apreendeu 99 armas neste contexto.
O número de penas e de medidas com vigilância electrónica no âmbito da violência doméstica aumentou 222,61% em 10 anos e, actualmente, representa 60% do total de pulseiras electrónicas.
A concentração de poeiras no ar provenientes do norte de África deverá manter-se até sábado, associada às temperaturas acima da média, informou hoje o Instituo Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um incêndio destruiu hoje um alojamento local situado no terceiro piso de um edifício no centro do Funchal, na Madeira, mas não há registo de vítimas, indicou fonte dos Bombeiros Sapadores do concelho.