X suspende conta de André Ventura após vídeo de roubo de ciganos

A conta do Presidente do CHEGA, André Ventura, na rede social X foi hoje suspensa, após a publicação de um vídeo onde pessoas de etnia cigana cometiam assaltos em plena luz do dia.

© Folha Nacional

“Estamos em período eleitoral, é inadmissível. Tenho milhares de seguidores e fiquei impedido de fazer publicações”, afirmou André Ventura.

No vídeo em questão, era possível ver duas mulheres de etnia cigana a fugir após terem cometido um roubo, enquanto um outro elemento da mesma comunidade, do sexo masculino, aguardava mais à frente numa carrinha branca. O episódio terá ocorrido em Palmela.

A conta de André Ventura terá sido suspensa por volta das 16 horas desta terça-feira e, ao contrário de outras ocasiões em que foi suspensa, a rede social não indicou qualquer prazo para o eventual restabelecimento da conta.

André Ventura afirmou que pretende apresentar queixa junto da rede social X, por considerar que esta medida vai “contra a liberdade de expressão”.

Através das restantes redes sociais, o Presidente do CHEGA declarou que, estando o país à beira de eleições, “temos de deixar de proteger os mesmos coitadinhos de sempre, sejam eles ciganos, imigrantes ou portugueses”, concluindo que “isto não é liberdade de expressão, continua a ser a perseguição do sistema a quem diz a verdade”.

“Isto não é uma questão de racismo nem de xenofobia. É uma questão de os ciganos não cometerem crimes, porque, se não o fizerem, não há nada para divulgar nem vídeos para mostrar”, afirmou.

“É exigir responsabilidades a quem comete crimes, ser duro com esses indivíduos e acabar com a bandalheira”, concluiu André Ventura.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.