PSP aumentou em 63% detenções no 1.º trimestre com destaque para crimes rodoviários

As detenções feitas pela PSP no primeiro trimestre do ano aumentaram cerca de 63% em relação ao mesmo período de 2024, ao totalizarem 8.100, e quase metade foram por crimes rodoviários, revelou hoje aquela polícia.

©D.R.

O porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Sérgio Soares, disse à Lusa que a subida das detenções entre janeiro e março está relacionada com o aumento do número das operações policiais de fiscalização rodoviária e de prevenção da criminalidade.

“Houve um aumento real do número de operações” no primeiro trimestre, salientou, precisando que a subida dos crimes rodoviários está também relacionada com o amento da sinistralidade rodoviária nos centros urbanos, área da responsabilidade da PSP.

Em comunicado, a PSP refere que, entre janeiro e fevereiro, foram detidas 8.100 pessoas, um aumento de cerca de 63% face ao período homólogo de 2024, quando foram feitas 4.976 detenções.

Esta polícia refere que os crimes rodoviários, a condução de veículo em estado de embriaguez e sem habilitação legal, assumem cerca de 42% do total das detenções efetuadas no primeiro trimestre, “motivo pelo qual a segurança rodoviária continua a representar uma das maiores preocupações da PSP do ponto de vista preventivo”.

Segundo a PSP, nos primeiros três meses do ano foram detidas 1.728 por condução com excesso de álcool, enquanto no mesmo período de 2024 foram 884, e 1.670 por condução sem habilitação legal, contra os 752 de 2024.

No primeiro trimestre do ano, esta força de segurança deteve 715 pessoas por tráfico de droga, mais 274 face ao mesmo período de 2024, e por violência doméstica foram detidas 115 pessoas, mais 26 do que em 2024.

A PSP dá também conta que aumentou em 69% o número de armas apreendidas, nomeadamente as armas brancas, que passaram de 235 no primeiro trimestre de 2024 para 515 no mesmo período deste ano (+119%).

As armas de fogo apreendidas entre janeiro e março totalizaram 363, mais 97 do mesmo período de 2024, uma subida também verificada nas detenções por tráfico de armas, que totalizaram 237 (+100).

Na nota, a PSP salienta que, apesar do aumento das ações de prevenção da sinistralidade rodoviária, registou-se nos primeiros meses do ano mais acidentes e vítimas mortais.

No primeiro semestre, na área de responsabilidade desta polícia ocorreram 13.121 acidentes (+1.417) que provocaram 20 mortos (+seis), 135 feridos graves (-três) e 3.888 feridos ligeiros (+363).

A PSP indica que nos três primeiros meses do ano registou 68.920 autos de contraordenação, o que corresponde a mais 26.345 (+62%) face a período homólogo de 2024.

“Do total das contraordenações registadas, destacam-se, na sua maioria, aquelas que coincidem com as principais causas da sinistralidade: condução em excesso de velocidade, falta de inspeção periódica obrigatória, uso do telemóvel durante a condução, condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido, falta do uso do cinto de segurança e falta do uso de sistemas de retenção”, refere, apelando a todos os condutores para que “conduzam em segurança e não adotem comportamentos que possam diminuir as suas capacidades de condução”.

Últimas do País

O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.
As autoridades já apreenderam mais de 42 toneladas de cocaína desde o início do ano, um volume que evidencia a dimensão das operações de combate ao tráfico de droga. Os números colocam novamente em destaque a atividade das redes internacionais de narcotráfico e a importância da fiscalização das rotas de circulação de estupefacientes.
André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.
“Alguma coisa não está certa com Luís Neves”, afirmou o presidente do CHEGA, numa altura em que a imprensa aponta divergências relacionadas com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal como possível motivo para a saída de Ricardo Carrilho.
“É uma injustiça fiscal!” André Ventura acusa o Governo de sufocar os agricultores portugueses com impostos e combustíveis caros, enquanto Espanha disponibiliza apoios 40 vezes superiores.
A GNR registou 193 crimes de burla por falso funcionário, com recurso à usurpação de identidade de forças de segurança e órgãos de polícia criminal, entre janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.