CHEGA promete CPI “para discutir RASI” na próxima legislatura

O líder parlamentar do CHEGA anunciou esta terça-feira que, na próxima legislatura, o seu partido vai apresentar uma proposta de comissão parlamentar de inquérito sobre os dados do Relatório de Segurança Interna (RASI), considerando que estão errados.

© Folha Nacional

Esta intenção foi transmitida por Pedro Pinto em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião da conferência de líderes em que foi rejeitado um requerimento do Bloco de Esquerda para que o RASI 2024 fosse discutido em comissão permanente na quarta-feira.

O CHEGA, segundo Pedro Pinto, votou contra (ao lado do PSD e CDS) o requerimento do Bloco de Esquerda, por considerar que se estava perante “um número político de um partido que tem dois por cento nas sondagens”.

Pedro Pinto disse ainda que o Bloco de Esquerda, tal como o PCP há quinze dias, “revelou deslealdade”, já que terá ficado assente que, em período de dissolução do parlamento, as reuniões das comissões permanentes se limitariam por princípio a declarações políticas por parte de cada uma das bancadas.

“Para discutir o RASI, estamos na primeira linha. Na próxima sessão legislativa, vamos apresentar um pedido de comissão parlamentar de inquérito ao RASI, porque é importante que tudo seja discutido”, declarou o líder parlamentar do CHEGA.

De acordo com Pedro Pinto, o CHEGA “não acredita nos dados do RASI”.

“Já não acreditávamos nos dados do RASI quando o Governo era do PS. Também não acreditamos nesses dados agora com o Governo da AD. Por isso, da nossa parte, discutir o RASI, sim, só que não da maneira como o Bloco de Esquerda queria fazer”, justificou.

O presidente da bancada do CHEGA acrescentou que o Bloco de Esquerda “não está nada preocupado com a segurança dos portugueses, não está nada preocupado com o RASI”.

“O Bloco de Esquerda quer fazer um número político. Está com 2% nas sondagens. Percebo perfeitamente que querem fazer um número político a ver se conseguem subir um pouco nas sondagens, mas não é à conta do CHEGA que vão fazer isso”, insistiu.

Últimas de Política Nacional

Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.
Luís Montenegro afirmou que a situação económica e financeira de Portugal está melhor do que a da Alemanha, declarações que estão já a gerar críticas e incredulidade nas redes sociais.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.
Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.
Uma contratação feita pela Câmara Municipal de Abrantes, atualmente liderada pelo PS, está a gerar polémica e a levantar dúvidas sobre critérios de escolha. Em causa está a contratação de uma banda praticamente desconhecida para atuar como cabeça de cartaz nas festas da cidade, cujo membro pertence à concelhia dos socialistas.