APAV apoia mais de 9 mil crianças e jovens vítimas de crimes em três anos

O número de crianças e jovens ajudadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) aumentou 31,9% nos últimos três anos, ultrapassando as 9 mil vítimas, o que representa oito crianças e jovens por dia.

©D.R.

Durante o mês de abril assinala-se o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância e a APAV alerta que “qualquer criança ou jovem pode ser vítima de crime e violência”.

A associação de apoio à vítima dá conta de que apoiou 2.595 crianças e jovens vítimas de crimes em 2022, número que aumentou para 3.066 em 2023 e chegou às 3.424 em 2024, totalizando 9.085 vítimas.

Destacam que entre 2022 e 2024 há um aumento de 31,9% de crianças e jovens apoiados e que as mais de 9 mil vítimas no decurso dos três anos representam 252 vítimas por mês, 58 por semana e oito por dia.

“Destas 9.085 vítimas menores, 60% eram do sexo feminino e a média de idades é de 11 a 17 anos. Em 38,3% dos casos, a vítima era filho ou filha da pessoa agressora”, refere a APAV.

Em mais de metade dos casos (51,1%), o crime aconteceu na residência comum da vítima e agressor, e a maior parte das vítimas eram portuguesas (78,8%).

Em 62,2% dos casos foi feita denúncia.

A APAV acrescenta que chegaram ao conhecimento da associação 16.493 crimes e outras formas de violência contra crianças e jovens, destacando-se entre os comportamentos violentos a violência doméstica (62,3%), conteúdo de abuso sexual de menores (12,1%) e o abuso sexual de crianças (10,9%).

Últimas do País

Daniela Martins recebeu 96 euros mensais de uma instituição de solidariedade para ajudar na compra de leite, numa altura em que chegou a ter mais de 100 mil euros à ordem. Ministério Público arquivou esta parte do caso, mas acusa a mãe das gémeas de burla qualificada relacionada com a atribuição de duas cadeiras elétricas.
O número de crimes de ofensas corporais e de armas cometidos nas escolas no último ano letivo foi o maior dos últimos cinco anos, tendo também aumentado as ofensas sexuais e o tráfico de droga, revelou esta terça-feira a PSP.
O ensino superior é o nível de escolaridade com maior financiamento público por aluno na maioria dos países da OCDE, mas não em Portugal, onde um universitário custa menos ao Estado do que um estudante do secundário.
A maioria dos jovens que não consegue concluir o ensino secundário em, pelo menos, cinco anos acaba por desistir dos estudos, segundo um relatório divulgado hoje que destaca, ainda assim, o progresso de Portugal na escolaridade obrigatória.
A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), organismo público responsável por acompanhar a aplicação das regras de representação equilibrada entre homens e mulheres, tem atualmente oito mulheres e apenas um homem em nove funções de direção e coordenação. A composição da própria entidade que fiscaliza a igualdade está agora no centro de uma polémica, depois de o jornal SOL ter revelado o desequilíbrio e confrontado a instituição com a lei que estabelece uma representação mínima de 40% de cada sexo nos cargos abrangidos.
Estrangeiro de 71 anos terá desaparecido depois de tomar conhecimento da investigação por abuso sexual de uma criança, em Colares, Sintra. Denúncia anónima colocou a Judiciária no encalço do suspeito, que acabou localizado e detido.
Homem de 55 anos é suspeito de agredir, humilhar e ameaçar a companheira com uma faca. Mulher terá sido obrigada a entregar os códigos do telemóvel e ficou privada da liberdade durante cerca de um dia. Conseguiu libertar-se e pedir ajuda na manhã seguinte.
Polícias estiveram mais de duas horas debaixo de arremessos de pedras e garrafas durante uma fiscalização a um estabelecimento. PSP revela que foram ainda ouvidos disparos de arma de fogo provenientes de vários pontos do bairro. Operação terminou com a apreensão de uma arma, munições e droga.
A PSP deteve no fim-de-semana nove condutores, com idades entre os 22 e 65 anos, por excesso de álcool no distrito de Aveiro, informou hoje aquela força policial.
O presidente do CHEGA considera que a acusação do Ministério Público reforça as suspeitas levantadas pelo partido na comissão de inquérito e contrapõe a atuação da Justiça às conclusões do Parlamento. “Devemos estar gratos pelo trabalho que a Justiça fez e que o Parlamento não exigiu fazer”, declarou.