PSP deteve 300 pessoas por crimes rodoviários na Operação Páscoa em Segurança

Quase 300 pessoas foram detidas nos últimos sete dias por crimes rodoviários, sobretudo por conduzirem embriagadas, e oito por suspeita de violência doméstica, segundo um balanço da operação Páscoa em Segurança da PSP hoje divulgado.

© D.R.


Das detenções efetuadas, a PSP destaca, em comunicado, 286 por crimes rodoviários, nomeadamente 146 por condução de veículo em estado de embriaguez e 140 por falta de habilitação legal para conduzir.

Segundo os dados, foram também detidos 46 suspeitos por crimes contra a propriedade (furtos, roubos e burlas) e 47 por tráfico de estupefacientes, tendo sido apreendidas mais de 44.300 doses individuais.

No mesmo período foram registadas 314 ocorrências de violência doméstica, tendo sido detidos oito suspeitos pela prática deste crime.

No âmbito da posse ou tráfico de armas proibidas, foram apreendidas 43 armas (16 armas de fogo, 19 armas brancas e 8 armas de outras tipologias), quer como medida cautelar, quer no seguimento das 17 detenções efetuadas por posse de arma proibida.

Nas ações de patrulhamento rodoviário, foram fiscalizados 11.592 condutores e controladas por radar 57.357 viaturas, tendo sido elaborados 4.373 autos de contraordenação, a maioria (1.130) por excesso de velocidade.

Destacam-se ainda 453 contraordenações por falta de inspeção periódica obrigatória, 172 por falta de seguro de responsabilidade civil, 103 por uso do telemóvel durante o exercício da condução, 100 por condução sob influência do álcool e 32 por não usarem cinto de segurança.

Quanto à sinistralidade rodoviária, no mesmo período temporal, foram registados 992 acidentes, dos quais resultaram 310 feridos (14 feridos graves e 296 feridos ligeiros).

“Felizmente, não foi registada qualquer vítima mortal nas estradas da responsabilidade da PSP, nos últimos sete dias”, salienta a Polícia de Segurança Pública.

Com o objetivo de diminuir a sinistralidade rodoviária, a PSP apela a todos os condutores para que conduzam em segurança e não adotem comportamentos que possam diminuir as suas capacidades de condução, como conduzir sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas ou em excesso de velocidade e a usar telemóvel.

Para prevenir o crime de burla, a PSP apela à população para não fornecer dados pessoais, “desconfiar e suspeitar sempre de quaisquer solicitações que tenham urgência, pressionando a um pagamento/transferência imediato” e “suspeitar de qualquer negócio aparentemente bastante rentável e vantajoso”.

Deixa também conselhos para esta época, em que “é expectável um elevado aumento de ausências das residências habituais”, como fechar e trancar devidamente a porta quando a pessoa sai de casa, manter “alguma roupa estendida” ou recorrer a algum tipo de iluminação de presença que permita dar a entender que possa estar algum morador na habitação.

Recomenda também à população para não divulgar nas redes sociais as rotinas diárias, bem como os períodos de ausência, e não ter em casa grandes quantias de dinheiro e manter “as joias guardadas em cofres”.

A PSP apela ainda à denúncia de todos os crimes de que se tenha conhecimento, quer na condição de vítima ou testemunha, relembrando que quanto mais célere for esta denúncia, mais depressa serão efetuadas diligências para identificar o autor do crime.

Últimas do País

A linha de aconselhamento psicológico do SNS 24 já atendeu quase meio milhão de chamadas desde que foi criada em abril de 2020, logo após o início da pandemia, aproximando-se atualmente dos 430 atendimentos diários.
A PSP alertou hoje para a circulação de notas falsas em Bragança, usadas para fazer pagamentos em estabelecimentos comerciais e de restauração, tendo sido já constituída arguida uma jovem de 17 anos.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) vai reforçar os meios para assistência a banhistas, entre quinta-feira e 12 de abril, devido à previsão de aumento da temperatura, nas zonas Centro e Sul do país, revelou hoje a AMN.
O partido liderado por André Ventura quer levar mais longe o escrutínio sobre a gestão das vacinas contra a Covid-19 em Portugal e já conseguiu viabilizar no Parlamento um conjunto de audições a entidades-chave, incluindo o Infarmed.
A maioria dos cosméticos, equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares comprados online a operadores fora da União Europeia não cumpre as normas europeias de segurança, revelou uma operação divulgada hoje pelo Infarmed que analisou mais de 11.300 produtos.
As prisões portuguesas atingiram em 2025 o seu nível de capacidade máxima pela primeira vez em seis anos, revelou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), entregue hoje na Assembleia da República.
Os tempos de espera para cirurgias programadas passam a partir de quinta-feira a ter apenas dois níveis de prioridade, segundo uma portaria hoje publicada, que duplica a espera em cirurgias para casos mais graves.
Mais de 2.400 organizações alertam hoje para “a lacuna profundamente alarmante e irresponsável na proteção das crianças” com o fim do regime europeu que permite detetar abuso sexual de menores 'online', a partir de 03 de abril.
O CHEGA quer avançar com uma investigação parlamentar à gestão das vacinas contra a covid-19, na sequência das notícias que apontam para ocultação de informações pelo Estado português nos contratos celebrados com farmacêuticas durante a pandemia.
O relatório identifica falhas na escolha de procedimentos e adjudicações repetidas num universo de 12,6 milhões de euros.