Federação dos Médicos acusa Governo de deixar a Saúde “muito pior do que a encontrou”

A presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) afirmou hoje que o atual Governo “deixa a Saúde muito pior do que a encontrou” e que foi uma “escolha política” não garantir mais clínicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

© D.R

“Cada vez, temos mais utentes sem médico de família, temos 1,6 milhões de utentes sem médico de família e temos, nesta altura do ano, um número de serviços de urgência encerrados como nunca tivemos”, respondeu Joana Bordalo e Sá, no Porto, quando confrontada com a afirmação do primeiro-ministro de que a Saúde “está melhor”.

Para a sindicalista, “o Ministério da Saúde de Ana Paula Martins deixa a Saúde muito pior do que a encontrou há um ano e foi uma teimosia, foi uma intransigência, uma recusa permanente em querer negociar”.

“Foi uma escolha política deste ministério de Ana Paula Martins em não garantir mais médicos no SNS porque, pura e simplesmente, se recusou a negociar também com a FNAM, aquela estrutura sindical que mais médicos tem e representa no SNS”, disse.

Sobre o futuro Governo, Joana Bordalo e Sá referiu que gostava de ver “desenhado em qualquer um dos partidos políticos e do próximo Governo e Ministério da Saúde” a possibilidade de se “sentarem e negociarem de forma séria aquelas que são as soluções para trazer mais médicos ao SNS”.

“Da forma como estamos a trabalhar, o SNS não está a conseguir dar uma resposta no sentido em que temos urgências de obstetrícia e de pediatria sistematicamente encerradas, e nós ainda nem sequer estamos no verão e antevê-se que toda a situação possa vir a piorar”, alertou.

Sobre o papel dos médicos no apagão de segunda-feira, Joana Bordalo e Sá elogiou o papel dos clínicos e deixou críticas ao Governo: “Mais uma vez, apesar de não ter havido nenhuma organização central, as instituições organizaram-se e mais uma vez os médicos e todos os profissionais de saúde juntos conseguiram garantir os melhores cuidados e aquilo que era necessário garantir à população”.

“Sem essa vontade e esse espírito, podia ter sido muito pior”, defendeu.

A sindicalista falava na Avenida dos Aliados, no Porto, à margem das manifestações do 1.º de Maio.

Últimas do País

A destruição de gravações telefónicas por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) impediu a Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) de determinar as razões do atraso no accionamento do socorro a um homem em Évora, em Fevereiro de 2025.
O Ministério Público acusou um homem em situação de sem-abrigo de homicídio qualificado da companheira em Alenquer, no distrito de Lisboa, na viatura onde habitualmente dormiam.
Uma brigada florestal animal composta por vacas maronesas está a pastar e a limpar um terreno de 6,5 hectares, em Vila Pouca de Aguiar, e a ajudar a prevenir incêndios rurais, num projeto apresentado esta sexta-feira.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nos distritos de Braga, do Porto e de Aveiro 12 suspeitos de integrarem um grupo criminoso organizado que se dedicava à produção de grandes quantidades de canábis, indicou hoje esta força de investigação criminal.
O líder parlamentar do CJEGA, Pedro Pinto, diz que nada melhorou no Serviço Nacional de Saúde (SNS), aponta mortes nos hospitais, falta de médicos de família.
Meses depois da tragédia que matou 16 pessoas em Lisboa, a Polícia Judiciária avançou para buscas e investiga agora suspeitas de graves falhas de segurança no Elevador da Glória.
O aeroporto de Lisboa vai ter a partir desta sexta-feira, 29 de maio, um reforço de 48 agentes da PSP e mais ‘boxes’ e ‘e-gates’, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).
Um estudo da Rede Europeia Anti-Pobreza divulgado hoje conclui que o risco de pobreza em Portugal sobe de 16,6% para 27,6% se foram considerados os custos com a habitação.
Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.
A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) disse hoje que os passageiros que percam voos devido a tempos de espera prolongados nos controlos de fronteira não têm direito a indemnização ou assistência ao abrigo das regras europeias sobre transporte aéreo.