Federação dos Médicos acusa Governo de deixar a Saúde “muito pior do que a encontrou”

A presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) afirmou hoje que o atual Governo “deixa a Saúde muito pior do que a encontrou” e que foi uma “escolha política” não garantir mais clínicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

© D.R

“Cada vez, temos mais utentes sem médico de família, temos 1,6 milhões de utentes sem médico de família e temos, nesta altura do ano, um número de serviços de urgência encerrados como nunca tivemos”, respondeu Joana Bordalo e Sá, no Porto, quando confrontada com a afirmação do primeiro-ministro de que a Saúde “está melhor”.

Para a sindicalista, “o Ministério da Saúde de Ana Paula Martins deixa a Saúde muito pior do que a encontrou há um ano e foi uma teimosia, foi uma intransigência, uma recusa permanente em querer negociar”.

“Foi uma escolha política deste ministério de Ana Paula Martins em não garantir mais médicos no SNS porque, pura e simplesmente, se recusou a negociar também com a FNAM, aquela estrutura sindical que mais médicos tem e representa no SNS”, disse.

Sobre o futuro Governo, Joana Bordalo e Sá referiu que gostava de ver “desenhado em qualquer um dos partidos políticos e do próximo Governo e Ministério da Saúde” a possibilidade de se “sentarem e negociarem de forma séria aquelas que são as soluções para trazer mais médicos ao SNS”.

“Da forma como estamos a trabalhar, o SNS não está a conseguir dar uma resposta no sentido em que temos urgências de obstetrícia e de pediatria sistematicamente encerradas, e nós ainda nem sequer estamos no verão e antevê-se que toda a situação possa vir a piorar”, alertou.

Sobre o papel dos médicos no apagão de segunda-feira, Joana Bordalo e Sá elogiou o papel dos clínicos e deixou críticas ao Governo: “Mais uma vez, apesar de não ter havido nenhuma organização central, as instituições organizaram-se e mais uma vez os médicos e todos os profissionais de saúde juntos conseguiram garantir os melhores cuidados e aquilo que era necessário garantir à população”.

“Sem essa vontade e esse espírito, podia ter sido muito pior”, defendeu.

A sindicalista falava na Avenida dos Aliados, no Porto, à margem das manifestações do 1.º de Maio.

Últimas do País

A Infraestruturas de Portugal (IP) já resolveu mais de 90% dos cortes de estradas causados pelas tempestades, cerca de 300, restando cerca de 30 interrupções, adiantou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH), em comunicado.
Trinta moradores de um prédio em Setúbal ficaram hoje desalojados na sequência de um incêndio na garagem do edifício, cuja origem está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), avançou fonte da Proteção Civil.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) entregou ao Governo um documento com propostas de alteração para “uma tabela de remuneração digna e justa”, entre outras matérias, para que dê conhecimento à tutela das matérias pendentes, segundo um comunicado.
Vários especialistas em hidráulica denunciaram esta sexta-feira, em Coimbra, a falta de manutenção da obra hidráulica do Baixo Mondego e o antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos considerou a obra abandonada.
Os oito estrangeiros detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) numa embarcação de pesca, ao largo dos Açores, com 1.800 quilos de cocaína a bordo, vão aguardar o transportador do processo em prisão preventiva, foi hoje revelado.
A pena mais gravosa foi aplicada à mulher, uma empresária de nacionalidade angolana, a qual foi condenada a cinco anos e oito meses de prisão, enquanto o homem, de nacionalidade brasileira, foi punido com uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão, segundo um acórdão consultado esta sexta-feira pela agência Lusa.
A Comissão Utentes Fertagus enviou na quinta-feira, 12 de março, à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e “com riscos de segurança”.
Trinta por cento da frota da Rodoviária do Tejo, concessionária dos transportes públicos de passageiros na cidade e Região de Leiria, danificada devido ao mau tempo, já foi recuperada, disse hoje o administrador Paulo Carvalho.
Cerca de 800 mil euros pagos na compra de uma vivenda na Malveira acabaram na conta de José Sócrates, levando o Ministério Público a abrir um novo inquérito relacionado com o universo da Operação Marquês.
A Deco alertou esta sexta-feira, 13 de março, para os riscos da digitalização do atendimento ao cliente, tendo avaliado negativamente a maioria dos sistemas digitais de apoio de 24 empresas de setores essenciais.