Bebés estrangeiros já são mais de um quarto dos nascimentos em Portugal

O fenómeno é particularmente visível no Algarve e na Grande Lisboa, onde há concelhos em que os partos de mães estrangeiras já ultrapassam, e de forma clara, os de mães portuguesas.

© D.R.

Portugal está a mudar e nas maternidades o sinal é claro: mais de um em cada quatro bebés nascidos em 2024 são filhos de mães estrangeiras. Os dados foram divulgados a 18 de junho de 2025 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram um país em transformação.

De acordo com o relatório, 26,3% dos partos registados em todo o território nacional foram de mulheres estrangeiras, uma percentagem que dispara para valores bombásticos em algumas zonas do país. O fenómeno é particularmente visível no Algarve e na Grande Lisboa, onde há concelhos em que os partos de mães estrangeiras já ultrapassam, e de forma clara, os de mães portuguesas.

Aljezur a liderar: quase sete em cada 10 partos são de mães estrangeiras

A vila costeira de Aljezur bate todos os recordes, com impressionantes 68,4% dos nascimentos a serem de mães estrangeiras. Logo atrás surgem Vila do Bispo, com 64,7%, Odemira (62,5%) e Albufeira (52,8%).

Nestes concelhos do Algarve, o perfil das maternidades está a tornar-se cada vez mais internacional. Brasileiras, cabo-verdianas, nepalesas e mulheres oriundas da Europa de Leste são agora as protagonistas da nova vaga de mães que escolhem Portugal para viver e dar à luz.

A tendência é igualmente forte na Área Metropolitana de Lisboa, onde municípios como Amadora (48,1%), Entroncamento (47,2%) e Odivelas (45,5%) estão a um passo de ultrapassar a fasquia dos 50%.

No interior do país, destaca-se Pedrógão Grande, com uma taxa de 50% de nascimentos de mães estrangeiras — um valor que revela mudanças profundas mesmo nas regiões menos populosas.

Últimas do País

Um professor de 38 anos foi detido na segunda-feira por ser suspeito de crimes de abuso sexual de crianças, em contexto escolar, contra um menor de 12 anos com perturbação neurológica permanente, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul revelou, esta terça-feira, que a "situação crítica" vivida nas urgências do Hospital Amadora-Sintra de sexta-feira para sábado levou à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspendeu 11 estabelecimentos comerciais "por violação dos deveres gerais de atividade" e instaurou um processo-crime por géneros alimentícios "avariados", foi hoje divulgado.
Número de utentes sem médico voltou a subir em dezembro: soma três meses consecutivos de agravamento e termina o ano com mais 40 mil pessoas a descoberto do que em 2024.
Os trabalhadores da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra apresentam níveis moderados de stress, ‘burnout’ e problemas de sono, que sugerem desgaste profissional acumulado, compatível com contextos de elevada pressão assistencial e organizacional.
Falta de profissionais, pico de gripe e corredores cheios levam equipa a protestar logo às 8 da manhã. Administração admite pressão extrema e promete soluções.
Portugal atravessa um ciclo raro e prolongado de excesso de mortalidade: há 26 dias consecutivos com óbitos acima do esperado, vários deles a ultrapassar os 400 mortos por dia.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou hoje um diploma que altera a lei de revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP).
O aeroporto de Lisboa é hoje reforçado com 24 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), uma medida do Governo para reduzir os tempos de espera na zona das chegadas.
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda ativou a fase 2 do plano de contingência do Serviço de Urgência, que está “muito pressionado” pela quantidade de infeções respiratórias “em circulação” nesta altura do ano.