Cruz Vermelha ativa unidade móvel para apoio em Ponte da Barca

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) ativou em Ponte da Barca o REST SPACE, uma estrutura móvel e modular que visa oferecer aos operacionais "condições dignas de descanso, higiene, apoio psicossocial e recuperação física", foi hoje anunciado.

© facebook/cruzvermelhaportuguesa.oficial

Capaz de acolher até 100 operacionais em simultâneo e 500 em regime rotativo, a estrutura representa “uma resposta inédita no contexto nacional, projetada para acompanhar as exigências físicas e emocionais do combate aos fogos florestais, cada vez mais frequentes e intensos”, refere a Cruz Vermelha, em comunicado.

O incêndio em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, deflagrou há quase uma semana e hoje, pelas 09h00, mantinha-se com duas frentes ativas em zona florestal e de mato, com 664 operacionais, 227 viaturas e um meio aéreo no terreno.

Este fogo já destruiu uma extensa área do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O REST SPACE funciona como zona de retaguarda, onde os operacionais podem recuperar forças, receber acompanhamento de saúde e retomar o serviço em melhores condições físicas e psicológicas.

Segundo Gonçalo Orfão, Coordenador Nacional de Emergência da CVP, esta estrutura ativada pela primeira vez em Ponte da Barca foi concebida “como uma resposta rápida centrada nas pessoas, que assegura o bem-estar integral dos operacionais”.

Na nota de imprensa, o presidente da CVP, António Saraiva, considera que “responder a situações críticas exige mais do que meios. Exige coordenação, entreajuda e compromisso coletivo”.

O REST SPACE é “um exemplo de como a cooperação entre entidades permite criar soluções que cuidam de quem protege as populações. Só com esta articulação conseguimos garantir respostas eficazes e humanas, tanto para os operacionais como para as comunidades afetadas”, sublinha António Saraiva.

A iniciativa é apoiada pela Missão Continente, numa lógica de cooperação entre entidades públicas e privadas, e enquadra-se na missão humanitária da CVP de cuidar tanto das populações afetadas como dos profissionais que as protegem.

De acordo com António Saraiva, a resposta da Cruz Vermelha no atual cenário de emergência tem sido “robusta e articulada com os restantes agentes da proteção civil”.

Tem marcado presença nos incêndios rurais de Ponte da Barca, Ponte de Lima, Arouca, Penamacor, Alcanede, Capela e Recarei, mobilizando 48 ambulâncias de socorro, 15 oficiais de ligação e cerca de 100 operacionais, que já realizaram 22 assistências no terreno.

A iniciativa integra-se numa estratégia mais ampla da Cruz Vermelha Portuguesa de resposta humanitária aos desafios colocados pelas alterações climáticas e pelos fenómenos extremos que delas decorrem, como os incêndios rurais de grande escala.

Enquanto entidade auxiliar dos poderes públicos, a CVP atua de forma complementar, reforçando os meios já existentes e oferecendo respostas integradas centradas nas pessoas, da assistência em emergência à recuperação física e emocional dos operacionais.

Últimas do País

A saúde mental dos portugueses é pior entre os jovens adultos face à população acima dos 55 anos, apesar dos laços familiares fortes e hábitos alimentares saudáveis, fatores socioculturais habitualmente associados a essa diferença geracional.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) pediu esta quinta-feira, 26 de fevereiro, um plano de emergência para prevenção de incêndios perante os danos da depressão Kristin, que destruiu acessos da proteção civil, linhas de proteção e milhares de árvores.
O investigador Akli Benali alertou hoje para o risco acrescido de incêndios no verão nos territórios da zona centro atingidos pela depressão Kristin, com milhões de árvores e vegetação florestal derrubadas, combustível ideal em tempo seca.
A Câmara Municipal de Santarém estimou em 34 milhões de euros os prejuízos provocados pelo mau tempo no concelho, dos quais cerca de 28 milhões respeitam a intervenções nas encostas, onde foram registados 42 deslizamentos.
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) abriu um processo de avaliação aos alegados constrangimentos de acesso a cirurgia cardíaca por utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), confirmou hoje à Lusa esta entidade.
Sete arguidos, 26 buscas e quase quatro milhões de euros em fundos europeus sob suspeita. A operação 'Terra Queimada' investiga um alegado esquema de conflitos de interesses e fraude na atribuição de apoios à reflorestação.
Os diretores de três dos principais serviços de cardiologia defenderam hoje o reforço dos centros de referência já existentes nessa área no SNS, alegando que criar novas estruturas fragiliza o modelo em vigor desde 2023.
A Ordem dos Farmacêuticos defendeu hoje a implementação de políticas que reduzam as barreiras económicas ao acesso a medicamentos, após um estudo que revela que os portugueses são os que mais se esforçam para pagá-los.
O Tribunal da Relação de Lisboa negou na terça-feira a extinção do processo criminal contra Ricardo Salgado na Operação Marquês devido ao diagnóstico de Alzheimer, um pedido da defesa que o tribunal considerou não ter “cobertura legal”.
O Governo publicou esta quarta-feira em "Diário da República" uma portaria que define a necessidade de ligar para a Linha SNS24 antes de aceder a "todas as urgências de obstetrícia e ginecologia" do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal continental.