Chega propõe proibição de negócio durante 10 anos nos terrenos ardidos

O Chega quer proibir a exploração económica das áreas ardidas durante 10 anos e a venda de madeira queimada, aumentar as penas para os incendiários e a criação de um fundo de apoio às famílias dos bombeiros.

© Folha Nacional

Estas medidas constam de um pacote de propostas anunciadas hoje pelo líder do Chega, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, e que segundo André Ventura vão ser entregues hoje no parlamento.

Uma das propostas é “a proibição de negócio e exploração das zonas afetadas pelos fogos num prazo de 10 anos” como forma de travar o que considerou ser “um chamariz ao incendiarismo”.

André Ventura indicou que o objetivo é impedir que um terreno ardido passe a ter “nos anos seguintes num negócio diferente daquele que tinha”, e admitiu que os proprietários podem ser compensados pelo Estado durante esse período.

“Todos os anos, quando arde parte do território ou quando ardem terrenos, nós assistimos nos meses e nos anos seguintes a negócios em torno desses terrenos, desse resultado do fogo”, sustentou, afirmando que “há muitos interesses instalados em torno desta matéria”.

André Ventura defendeu também que enquanto se “permitir que se façam milhões à custa de áreas ardidas”, nunca haverá “prevenção a sério em Portugal”, e considerou a medida “proporcional e adequada”, apesar de admitir que pode ser considerada injusta ou como uma “dupla penalização”.

O Chega quer também proibir a venda de madeira queimada e aumentar as penas para os incendiários e equipará-los a terroristas.

“No limite, a proposta que fazemos permite que, em determinadas circunstâncias de culpa ou de condições objetivas, os incendiários possam ter 25 anos de prisão, a pena máxima prevista no Código Penal português”, indicou o deputado.

O Chega quer também que a reflorestação das áreas ardidas ocorra a “uma velocidade considerável” e que “se estabeleçam perímetros de segurança florestal em torno das aldeias e dos aglomerados” populacionais.

O pacote legislativo apresentado pelo Chega inclui também a recomendação da criação de um fundo nacional de proteção às famílias dos bombeiros que fiquem incapacitados ou morram no combate às chamas e a atribuição do subsídio de risco a esta classe.

O Chega pede ainda a reformulação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, para incluir os animais.

Ventura admitiu ainda que algumas destas medidas podem ser inconstitucionais, mas considerou que a proposta é um ponto de partido e ainda pode ser “limadas” com contributos de outros partidos.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA contestou a maioria de direita a reconfirmar o decreto que prevê a perda da nacionalidade, apesar do chumbo do Tribunal Constitucional, defendendo que, em alternativa, deve ser realizado um referendo sobre esta matéria.
O CHEGA apresentou um projeto de lei na Assembleia da República para eliminar vários benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos, defendendo que não faz sentido existirem “privilégios” para estruturas partidárias enquanto os contribuintes enfrentam uma carga fiscal cada vez mais elevada.
Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.
Luís Montenegro afirmou que a situação económica e financeira de Portugal está melhor do que a da Alemanha, declarações que estão já a gerar críticas e incredulidade nas redes sociais.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.
Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.