Professor condenado por 62 crimes de abuso sexual volta a ser colocado em escola de Famalicão

Um professor condenado, em outubro de 2024, a oito anos de prisão por 62 crimes de abuso sexual de menores voltou a ser colocado numa escola pública, desta vez no Agrupamento de Escolas de Gondifelos, em Vila Nova de Famalicão. A situação foi revelada por vários meios de comunicação social.

©D.R.

O docente, identificado como Fernando Silvestre, foi considerado culpado pelo Tribunal de Guimarães de ter abusado sexualmente de 15 alunas, entre 2014 e 2018, quando lecionava na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, também em Famalicão. Além da pena de prisão, foi-lhe aplicada a sanção acessória de proibição do exercício da docência ou de qualquer atividade que envolvesse contacto com menores durante dez anos.

Contudo, a sentença ainda não transitou em julgado, encontrando-se em fase de recurso na Relação de Guimarães. Por essa razão, o Ministério da Educação integrou o professor no concurso de colocação de docentes, processo que acabou por o destacar para o Agrupamento de Gondifelos.

Esta não é a primeira vez que Fernando Silvestre é colocado numa escola após a condenação. Em 2024, foi destacado para a Póvoa de Varzim enquanto aguardava decisão judicial.

A situação levantou forte polémica entre pais e a comunidade escolar, que questionam os mecanismos de proteção de menores no sistema educativo.

O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de rever os procedimentos de colocação de docentes condenados por crimes graves e de reforçar os mecanismos legais de suspensão preventiva.

Lina Raquel Maia Pinheiro, deputada pelo CHEGA na Assembleia da República, foi uma das pessoas que se mostrou indignada com a situação através das redes sociais, uma vez que também ela foi aluna deste professor enquanto frequentava o 10.º ano.

“Lembro-me bem do impacto que este professor teve em mim e nos meus colegas. Saber hoje que foi condenado por dezenas de crimes e, ainda assim, continua ligado à educação é algo que me revolta profundamente”, afirmou, concluindo que “o que aconteceu é uma vergonha para os pais. É tempo de mudar leis.”

Para a deputada, “a escola deve ser um espaço seguro, de confiança, onde os pais sabem que os filhos estão protegidos.”

Últimas do País

Mais de 50 concelhos do interior, de oito distritos de Portugal, enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, no dia em que se espera descida da temperatura
Presidente do CHEGA considera que o ministro da Administração Interna não reúne condições para continuar no cargo, critica as explicações prestadas na primeira conferência de imprensa realizada após serem conhecidos os casos polémicos que o envolvem e apela à intervenção do Presidente da República.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve tem por cobrar 1.234.358 euros relativos a serviços prestados a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal, em 2023 e 2024, revela uma auditoria da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).
Um homem, de 23 anos, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter agredido a ex-companheira, de 39, depois de ter forçado a entrada na sua casa, em Beja, foi hoje divulgado.
O Tribunal de Ponte de Lima decretou prisão preventiva para um jovem de 27 anos, suspeito de atear cinco focos de incêndio em Ponte de Lima, "num curto espaço de tempo", revelou hoje a GNR.
O Governo está a preparar uma nova Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas, com medidas nas áreas da educação, habitação, emprego, saúde, associativismo e mediação intercultural, mas continua sem revelar quanto custará o plano aos contribuintes.
O acolhimento de cada refugiado em Portugal pode representar uma despesa pública próxima dos 12 mil euros por ano, considerando os custos com alojamento, alimentação, acompanhamento social e acesso aos cuidados de saúde.
Português de 41 anos fugiu após o homicídio, ocorrido em agosto do ano passado, mas acabou localizado no sul de França. Foi extraditado para Portugal e ficou em prisão preventiva.
A Câmara de Manteigas está a efetuar interrupções programadas no abastecimento de água na zona norte da sede do concelho na sequência da redução do caudal das nascentes que abastecem um dos reservatórios que servem aquela vila.
Operação em Loulé e Albufeira terminou com três detenções, dezenas de buscas e a apreensão de droga, dinheiro, notas falsas e material usado no tráfico. Outros três suspeitos foram constituídos arguidos.