Em mais de 65% dos municípios há traficantes de droga e criminosos violentos com direito a casas públicas

O Folha Nacional analisou, nos últimos meses, os dados disponíveis sobre habitação pública em vários municípios portugueses. A investigação revelou que, apesar das diferenças regionais e da falta de transparência em alguns concelhos, a maioria das autarquias, cerca de 65%, não aplica qualquer critério de exclusão a pessoas condenadas por crimes graves, incluindo tráfico de droga e violência física.

© D.R.

Segundo informação confirmada junto de várias Câmaras Municipais, não existe atualmente enquadramento legal que impeça a atribuição de habitação pública a indivíduos com antecedentes criminais, sendo a situação económica e social o principal fator considerado.

Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, bem como no Algarve, funcionários municipais que pediram anonimato afirmaram que alguns criminosos conhecidos localmente, incluindo traficantes e reincidentes em crimes violentos, beneficiam há décadas de habitação pública, muitas vezes estendida às respetivas famílias.

De acordo com o levantamento realizado, em mais de 65% dos municípios do país existem famílias com pelo menos um membro com cadastro criminal a viver em habitação pública. Em alguns casos, as próprias autoridades locais reconhecem a existência de situações problemáticas em bairros onde residem pessoas vulneráveis lado a lado com indivíduos ligados a atividades criminosas.

Até ao momento não existe uma política nacional que defina critérios claros quanto ao acesso de pessoas com registo criminal a este tipo de apoio público.

Últimas do País

A Barragem do Caia, em Elvas, no distrito de Portalegre, concluiu as descargas à superfície e de fundo, que terão libertado "entre 20 a 25 milhões de metros cúbicos" de água, revelou hoje fonte da entidade gestora.
No pavilhão do Souto da Carpalhosa, em Leiria, chegaram a estar 26 desalojados por causa da depressão Kristin. Hoje, ainda há 12 pessoas, entre elas Filomena e Vitor, há quase três semanas à espera de dias melhores.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penela estima prejuízos de 500 mil euros na sequência das recentes tempestades, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição, que lamentou a falta de respostas para estas organizações.
Mais de metade das 232 intoxicações medicamentosas voluntárias de jovens registadas nos últimos seis anos na Urgência Pediátrica da ULS Santa Maria ocorreu em 2024 e 2025 e a maioria foi feita com medicamentos disponíveis em casa.
A administração do hospital de Portalegre abriu um inquérito interno a uma enfermeira suspeita de ter agredido e insultado uma utente, a bordo de uma ambulância, quando se deslocava para um hospital em Lisboa, para realizar exames.
A PSP deteve mais de 1.000 pessoas, cerca de metade por crimes rodoviários, e apreendeu 40.402 artigos de pirotecnia durante a operação Carnaval em Segurança 2026, anunciou a polícia.
Viseu tem prejuízos superiores a 2,5 milhões de euros (ME) na sequência do mau tempo e o presidente da Câmara disse hoje que quer integrar a lista de municípios em calamidade para ter apoio do Governo.
Um sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter com epicentro em Alenquer, no distrito de Lisboa, foi registado ao início da tarde hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os agricultores do Alentejo declararam 75,8 milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo, desde 29 de janeiro e até hoje, revelou à agência Lusa fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento regional (CCDR).
A GNR, com a cooperação da Guardia Civil espanhola, desmantelou na quarta-feira uma rede organizada de tráfico de droga com ramificações internacionais e deteve 20 pessoas nos concelhos de Mafra, Sintra, no distrito de Lisboa, e em Setúbal.