Ventura prefere aumento permanente de pensões e acusa Governo de populismo

O líder do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que um aumento do Complemento Solidário para Idosos é insuficiente, defendendo uma subida permanente das pensões, e acusou o Governo de “populismo e de eleitoralismo autárquico”.

© Folha Nacional

“Não, nós queremos que o valor seja permanente e que este valor permanente não se reduza a complementos. Nós temos que ter um aumento estrutural de pensões, mas como digo, isso é uma questão para o Orçamento do Estado, e não para a discussão autárquica, ou será contaminada pelo debate orçamental”, defendeu.

O Presidente do CHEGA falava aos jornalistas na Nazaré, antes de uma iniciativa da campanha autárquica para as eleições de domingo, e comentava a notícia de que o Orçamento do Estado para o próximo ano vai prever um aumento de 40 euros do Complemento Solidário para Idosos.

Questionado sobre o sentido de voto do CHEGA no Orçamento do Estado, André Ventura defendeu que não se deve “misturar a política orçamental com estas eleições autárquicas”, e afirmou que “isso é outra conversa”, para a qual haverá tempo.

“É um erro para o bem e para o mal, não é um fenómeno que dignifica a política, e faz do Governo uma espécie de ator de populismo e de eleitoralismo autárquico, e isso não é positivo”, criticou.

O líder do CHEGA indicou também que o “aumento permanente e estrutural das pensões” é uma prioridade para o partido.

“Nós entendemos que um dos grandes problemas que temos é precisamente a pobreza dos reformados e daqueles que dependeram do seu trabalho e da sua vida e que agora são atirados para a miséria, mas não vamos confundir-nos com as eleições autárquicas em que estamos”, sustentou.

“O CHEGA desde o início tem proposto, e não é estes aumentos de complementos, nós queremos um aumento permanente e estrutural das pensões e é isso que estamos a trabalhar no Orçamento do Estado para apresentar ao Governo”, indicou, referindo que “isto já não era nada de novo”.

Últimas de Política Nacional

Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.