Polícias prometem novos protestos para as próximas semanas

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP) disse que a manifestação de hoje é o início de vários protestos que os polícias vão realizar "até deixarem de ser discriminados", estando marcado para as próximas semanas outras iniciativas.

© Instagram PSP

Cerca de 400 polícias, segundo o presidente do SPP, manifestaram hoje em Lisboa entre a direção nacional da PSP, na Penha de França, e o Ministério da Administração Interna, na Praça do Comércio, para exigir salários mais altos, revisão dos suplementos e o fim das restrições à entrada na pré-aposentação, pedindo para que “não continuem a ser discriminados negativamente”.

No final da manifestação, em que o percurso foi percorrido praticamente em silêncio, os dirigentes sindicais entregaram um caderno reivindicativo no Ministério da Administração Interna (MAI).

Questionado sobre a fraca adesão, o presidente do SPP, Paulo Macedo, disse aos jornalistas que estiveram presentes polícias de todo o país e o número de participantes foi “dentro do expectável”.

“Foi o adequado e expectável, sendo o início de mais uma luta que vamos ter para que os profissionais da PSP não continuem a ser discriminados em muitas matérias e para que sejamos ouvidos”, disse, sublinhando que “as próximas iniciativas vão ter um sentido crescente”.

Na próxima semana, o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) realiza uma série de ações de rua para chamar atenção dos problemas da PSP e o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) organiza um protesto silencioso nas galerias do parlamento a 27 de outubro, quando tem início da discussão do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).

Paulo Macedo acrescentou que estes protestos vão contar com o apoio de vários sindicatos da PSP, como aconteceu hoje, em que a manifestação foi organizada pelo SPP, o segundo maior sindicato da PSP, mas contou com outras estruturas sindicais da polícia, designadamente Sinapol, SIAP, Associação Sindical Autónoma de Polícia (Asapol) e Sindicato de Polícia Pela Ordem e Liberdade (SPPOL), os dois últimos sem direito a negociação com o Governo.

A Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG) prometeu estar presente no protesto junto ao MAI, mas os jornalistas não viram qualquer dirigente desta estrutura, apesar de Paulo Macedo ter garantido que estiveram presentes na Praça do Comércio.

No âmbito das reuniões que a ministra da Administração Interna começou no início do mês com os sindicatos da PSP e associações da GNR, o SPP terá o encontro com Maria Lúcia Amaral na segunda-feira.

“Estas reuniões ainda não se enquadram nas negociações. É um diálogo social que temos mantido”, disse, lamentando que o Governo não tenha incluído no OE2026 “o investimento que é muito necessário” para a PSP.

Últimas do País

Está a aumentar o número de crianças que precisam de ser acolhidas em instituições devido a situações de violência familiar. Os casos envolvem menores que necessitam de proteção fora do ambiente em que viviam.
A Binance foi alvo de um ataque informático com impacto estimado em 5,6 mil milhões de euros. A empresa conseguiu congelar cerca de 2,7 mil milhões em ativos e garante que os clientes não terão de suportar eventuais prejuízos.
A Fruti-Taipina está acusada de recorrer a trabalhadores estrangeiros em situação irregular para reduzir os custos laborais. Em causa estão 15 crimes de auxílio à imigração ilegal e outros 15 relacionados com a utilização de trabalhadores estrangeiros sem situação regularizada.
O movimento Missão Escola Pública (MEP) rejeitou hoje “a diminuição das exigências de qualificação” para ensinar no 1.º ciclo, reagindo a uma proposta apresentada há dois dias pelo Ministério da Educação aos sindicatos de professores.
Um homem de 62 anos atacou outro com uma faca, atingindo-o no peito e tentando desferir novos golpes. A intervenção de pessoas que estavam no local impediu a continuação da agressão. O suspeito foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva.
O casal acusado de ter roubado, sequestrado e matado um homem de 80 anos em Aljustrel começa a ser julgado na terça-feira, segundo fontes judiciais.
Uma chamada de atenção pelo barulho na rua terminou numa agressão violenta em Miragaia, no Porto. Um morador foi atacado a murro, pontapé e com uma arma branca, ficando em perigo de vida. A Polícia Judiciária deteve três jovens, com idades entre os 17 e os 18 anos.
As listas de espera para operações continuam a aumentar no Serviço Nacional de Saúde. Em julho, mais de 284 mil pessoas aguardavam uma intervenção cirúrgica e cerca de uma em cada três já tinha ultrapassado o tempo recomendado. Médicos alertam para o sofrimento dos doentes e administradores hospitalares apontam falhas na gestão e na orientação do Governo.
A greve de hoje dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da ULS Amadora-Sintra registou uma adesão elevada, atingindo os 80% e os 100% em vários serviços, segundo o presidente do sindicato do setor.
A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.