CHEGA conquista o Entroncamento e põe fim à alternância do costume

Nelson Cunha, candidato do CHEGA, venceu as eleições para a Câmara Municipal do Entroncamento a 12 de outubro de 2025, com 37,34% dos votos. Esta vitória representa uma mudança histórica no concelho, tradicionalmente dominado pelo PS e PSD, sendo a primeira vez que o CHEGA conquista a presidência da câmara. O seu lema de campanha, “Juntos pelo Entroncamento”, refletiu o apelo à união e à renovação no município. Na noite da vitória, recebeu o apoio e a visita do presidente do partido, André Ventura. Agora, Nelson Cunha compromete-se a focar-se em prioridades como a segurança, o desenvolvimento local e a proximidade com os munícipes.

© Folha Nacional

Como descreve a noite da vitória? O que sentiu quando percebeu que tinha sido eleito presidente da câmara?

A noite da vitória foi um momento inesquecível. Foi a concretização de um trabalho intenso e de uma campanha feita com as pessoas, nas ruas, com verdade e respeito. Quando percebi que tinha sido eleito presidente da Câmara do Entroncamento, senti uma enorme responsabilidade. Não foi apenas um resultado político, foi uma demonstração clara de que a população queria mudança e acreditou numa forma diferente de fazer política, próxima, transparente e com resultados.

“O Entroncamento precisava de um novo rumo e a nossa candidatura apresentou soluções concretas, baseadas em exemplos reais de sucesso noutros concelhos.”

O presidente do partido, André Ventura, esteve presente nessa noite. Como foi esse momento? O que significou para si?

A presença do presidente André Ventura foi um momento marcante e de enorme significado. Representou o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela nossa equipa e o apoio institucional do partido nesta nova etapa. Foi um momento de emoção, partilhado com todos os que contribuíram para este resultado histórico e que simboliza a confiança do CHEGA no projeto que queremos construir para o Entroncamento.

Estava à espera deste resultado? Acreditava realmente que era possível vencer num concelho tradicionalmente mais moderado?

Acreditava que era possível. Desde o primeiro dia senti que as pessoas estavam cansadas da alternância entre PS e PSD, dos mesmos rostos e dos mesmos problemas por resolver. O Entroncamento precisava de um novo rumo e a nossa candidatura apresentou soluções concretas, baseadas em exemplos reais de sucesso noutros concelhos. O resultado confirmou que a confiança se conquista com trabalho, proximidade e coerência.

O seu lema de campanha foi “Juntos pelo Entroncamento”. O que representa esta frase para si, agora que está no cargo?

O lema “Juntos pelo Entroncamento” é mais do que uma frase de campanha, é uma forma de estar. Representa união, diálogo e compromisso com todos, independentemente das cores políticas. Agora, no exercício do cargo, significa trabalhar lado a lado com as instituições, associações e cidadãos, para devolver à cidade o dinamismo e o orgulho que merece.

Como pretende unir o concelho, tendo em conta que o CHEGA é um partido com posições firmes que podem gerar alguma controvérsia?

Unir o concelho é essencial. O CHEGA é um partido com posições firmes, mas governar exige equilíbrio e sentido de responsabilidade. Pretendo liderar com proximidade, ouvindo todos, respeitando opiniões diferentes e tomando decisões com base no interesse comum.

É o primeiro presidente de câmara do CHEGA no Entroncamento. Sente uma responsabilidade acrescida por isso?

Ser o primeiro presidente de câmara do CHEGA no Entroncamento é uma honra e uma responsabilidade acrescida. Sei que o que fizermos aqui será exemplo para outros municípios. Por isso, cada decisão será tomada com rigor, transparência e sentido de serviço público.

Quais são as prioridades absolutas para o início do seu mandato?

As prioridades são claras: reforçar a segurança, dinamizar a economia local, melhorar os serviços públicos e aproximar a câmara das pessoas.

Que mensagem quer deixar aos eleitores que votaram em si?

Aos que votaram em mim, deixo um compromisso: não prometo milagres, prometo trabalho, seriedade e dedicação total ao Entroncamento.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA critica o aumento dos encargos fiscais, incluindo o IMI, e acusa o Executivo de não romper com as políticas socialistas, defendendo medidas que permitam aliviar os rendimentos das famílias.
André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.