Vandalizado ‘outdoor’ de Ventura junto à Assembleia da República

'Outdoor' "Isto não é o Bangladesh" vandalizado apenas 24 horas após o decreto presidencial que marca as eleições para 18 de janeiro de 2026.

© Folha Nacional

Um dos ‘outdoors’ da campanha presidencial de André Ventura, colocado junto à Assembleia da República e com a frase ‘Isto não é o Bangladesh’, foi vandalizado durante a noite desta quinta-feira. O incidente ocorre apenas um dia depois de o Presidente da República ter assinado o decreto que marca as eleições presidenciais para domingo, 18 de janeiro de 2026, já remetido para publicação em Diário da República.

Em declarações ao Folha Nacional, o CHEGA afirmou que este ato de vandalismo não é isolado, somando-se a outros episódios semelhantes registados noutras zonas da capital. Contudo, André Ventura, presidente do segundo maior partido português e candidato às presidenciais de 2026, sublinhou que esta ocorrência “assume uma gravidade especial” por ter tido lugar “num espaço de elevado simbolismo político”.

“É um atentado à liberdade de expressão e à democracia. Vamos utilizar todos os meios legais ao nosso dispor para impedir que esta perseguição política continue”, declarou Ventura, acrescentando que os danos materiais ascendem a vários milhares de euros.

O candidato presidencial considerou ainda que se tratou de uma ação “planeada e coordenada”, denunciando o que apelida de “vandalização política organizada”.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”