Sondagem Aximage: Ventura lidera primeira volta das presidenciais

Uma nova sondagem da Aximage para o Folha Nacional confirma a reviravolta política que muitos antecipavam: André Ventura salta para a liderança das presidenciais e ultrapassa Gouveia e Melo.

© Folha Nacional

André Ventura assume a liderança na corrida ao Palácio de Belém. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o Folha Nacional, divulgada esta terça-feira, o líder do CHEGA recolhe 19,4% das intenções diretas de voto, ultrapassando Gouveia e Melo, que surge com 18,7%, e Luís Marques Mendes, com 15,9%. António José Seguro aparece logo depois, com 14,8%, seguido por Cotrim de Figueiredo, que reúne 9,5% das preferências.

Os resultados reforçam a crescente consolidação do eleitorado em torno de Ventura, tendência que se tem acentuado desde as últimas eleições legislativas e europeias, onde o candidato conquistou terreno de forma consistente por todo o país.

A sondagem confirma ainda que André Ventura se destaca como o único candidato da direita com capacidade real para disputar, voto a voto, a Presidência da República. A vantagem marca uma mudança significativa no xadrez político nacional e antecipa uma campanha presidencial marcada por forte tensão, elevado envolvimento público e uma polarização sem precedentes.

FICHA TÉCNICA
Sondagem de opinião realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem Lda. para o jornal Folha Nacional, sobre a intenção de voto nas eleições presidenciais. Universo: Indivíduos maiores de 18 anos residentes em Portugal, com telefone fixo no lar, possuidores de telemóvel ou com acesso à internet. Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo(2), idade (4) e região (5), a partir do universo conhecido. A amostra é constituída por 816 entrevistas efetivas: 401 homens e 415 mulheres; 180 entre os 18 e os 34 anos, 227 entre os 35 e os 49 anos, 251 entre os 50 e os 64 anos e 158 entre os 65 e mais anos.
Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas; entrevistas telefónicas – metodologia CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing) do mesmo questionário devidamente adaptado ao suporte utilizado. O trabalho de campo decorreu entre 11 e 17 de novembro de 2025. Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou – 3,43%. Responsabilidade do estudo: Aximage – Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.
André Ventura considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro “não pode pedir” ao CHEGA para viabilizar reformas “más para o país” e defendeu que o Governo “será avaliado” tanto pelas reformas que fez como por aquelas que não fez.
O líder do CHEGA, André Ventura, assegurou hoje que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.
O presidente do CHEGA indicou hoje que o partido não aceita qualquer reforma que se traduza em "menos fiscalização" no Tribunal de Contas.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.