Bebé que foi retirada pela mãe do hospital de Gaia já foi entregue a uma instituição

A bebé de quatro meses que regressou na quinta-feira ao final da tarde ao hospital de Gaia, após ser entregue na GNR dos Carvalhos, já se encontra numa instituição, revelou hoje à Lusa fonte hospitalar.

© D.R.

A fonte indicou que o processo de entrega da bebé a uma instituição decorreu entre as 20h00 e as 22h00 de quinta-feira.

A mãe retirou a filha do hospital durante a tarde, “após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento” ainda durante o dia de quarta-feira, referiu a mesma fonte.

O caso foi avançado pelo Jornal de Notícias (JN), que referiu que o hospital comunicou o desaparecimento da bebé à PSP e ao tribunal.

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho, Luís Matos, disse na quinta-feira estar a “avaliar tudo o que se passou” no caso da mãe que retirou a bebé do internamento.

“Nós vamos avaliar tudo, vamos avaliar o sistema das pulseiras, vamos avaliar como é que foi possível ela ter sido retirada e vamos fazer os testes todos que pudermos”, garantiu Luís Matos aos jornalistas.

A pulseira eletrónica foi encontrada intacta no caixote do lixo da casa de banho do quarto onde a criança estava internada.

“Temos de retirar daqui uma aprendizagem para que isto não se repita, isto não pode voltar a acontecer, nós não vamos deixar que isto volte a acontecer e, por isso, vamos retirar daqui todos os ensinamentos”, referiu.

Luís Matos insistiu que o hospital, no distrito do Porto, está a avaliar tudo aquilo que se passou e como é que a mãe conseguiu tirar a pulseira da bebé.

Na quinta-feira, a GNR referiu que a bebé foi entregue ao final da tarde no Posto dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, acrescentando que a criança seguiu para o hospital para ser avaliada.

A Lusa questionou a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde sobre a abertura de um inquérito a este caso e aguarda resposta.

Últimas do País

O Comando Regional da Madeira da PSP deteve dois homens na terça-feira por tráfico de droga e apreendeu mais de 6,9 quilogramas de produtos estupefacientes, foi hoje anunciado.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou esta quarta-feira que existem motivos suficientes para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos do ministro da Administração Interna, Luís Neves, à frente da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária (PJ) encontrou indícios dos crimes de descaminho e abuso de poder na deslocação do reboque apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna. O procurador-geral da República já mandou abrir um inquérito.
O professor de 33 anos detido por suspeita de abuso sexual de crianças numa escola na Madeira ficou em prisão preventiva, depois ter sido presente hoje a primeiro interrogatório judicial.
Um casal brasileiro e um alegado cúmplice são suspeitos de terem viajado para Portugal para assaltar e matar um empreiteiro de 60 anos. Após o crime, permaneceram vários dias no país e fizeram turismo antes de serem detidos pela Polícia Judiciária no Aeroporto de Lisboa.
Cerca de 50 concelhos de oito distritos de Portugal continental encontram-se esta quarta-feira em perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que alerta para a manutenção do risco elevado pelo menos até ao próximo fim de semana.
A PSP entregou no primeiro semestre deste ano cerca de 70 mil pulseiras no âmbito do programa 'Estou Aqui!', que ajuda a sinalizar crianças desaparecidas, e encontrou duas crianças perdidas momentaneamente das famílias, anunciou hoje a força policial.
Entre 2019 e 2025, a Polícia Judiciária adjudicou mais de 2,2 milhões de euros à Construbarcelos. Apenas três dos 17 contratos tiveram concorrência e algumas empreitadas acabaram por custar mais 345 mil euros do que o previsto.
Enquanto milhares de alunos enfrentavam atrasos e erros na divulgação das notas, o Ministério da Educação adjudicava um contrato de 701 mil euros à Deloitte Technology.
A crescente retenção de ambulâncias dos bombeiros nas urgências dos hospitais do Algarve está a comprometer de forma grave a capacidade de resposta da Emergência Pré-Hospitalar na região, sobretudo no verão, alertaram entidades regionais.