Manifestantes vão para a cadeia mais tempo do que agressor sexual, um imigrante ilegal da Etiópia

A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.

© EPA/TAYFUN SALCI

A justiça britânica condenou três residentes da localidade inglesa de Epping, em Essex, a penas de prisão pela participação em distúrbios ocorridos durante um protesto contra a condenação de um imigrante ilegal por crimes sexuais, segundo avança o jornal La Gaceta esta quarta-feira. No total, as penas aplicadas aos manifestantes ultrapassam a duração da condenação imposta ao agressor, gerando forte polémica no Reino Unido.

Na origem dos protestos esteve a sentença que condenou Haddouche Kibatou, imigrante ilegal de origem etíope, a um ano de prisão por agressões sexuais, incluindo tentativas de abuso a uma menor e ataques a uma idosa. A decisão judicial provocou indignação local, levando moradores a manifestarem-se junto de um hotel que acolhe requerentes de asilo.

O protesto, inicialmente pacífico, degenerou em confrontos com a polícia. Segundo o mesmo jornal, três participantes foram detidos e agora condenados por distúrbios da ordem pública, com o tribunal a considerar que criaram riscos graves para a segurança.

A diferença entre as penas reacendeu o debate sobre proporcionalidade da justiça, imigração ilegal e resposta judicial a protestos, com parte da opinião pública a questionar se quem protestou foi mais severamente punido do que quem cometeu crimes sexuais.

Últimas do Mundo

A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.
A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.