Presidenciais: Mais de 11 milhões de candidatos escolhem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa

Mais de 11 milhões de candidatos são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com registo de 11 candidatos.

© D.R.

As mesas de voto abriram às 08h00 e encerram às 19h00, em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença de horários.

De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 participantes à data de referência de 03 de janeiro.

Desses, 218.481 dos votantes recenseados no território nacional, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que aconteceu no passado domingo.

A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).

São eles, de acordo com a ordem no boletim de voto, o pintor sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pelo IL), o Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo CHEGA), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.

O boletim de voto conta ainda com os nomes de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais – qualquer voto num dos três será considerado nulo.

Estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre em número de candidatos, mas também a acreditar nas sondagens, procuram inverter o crescimento da abstenção, que em 2021 atingiu o maior valor de sempre.

Há cinco anos, 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal.

O baixo número de votantes também foi comprovado pelo recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma alteração à lei, feita em 2018.

Em 2021, dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 votaram, apenas 1,88%. A ‘gigante’ taxa de abstenção lá fora, de 98,12%, contrastou com a registada em território nacional, que foi de 54,55%.

Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).

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