“Lei da rolha” em São Bento? Jornalistas impedidos de fazer questões após ordem do PSD

Uma recolha de depoimentos nas galerias da Assembleia da República acabou em retenção policial e proibição de perguntas. A revista Sábado denuncia pressões e interferências após uma ordem direta do líder parlamentar do PSD.

© Manuel de Almeida/Lusa

Uma tarde normal de trabalho jornalístico nas galerias da Assembleia da República acabou por se transformar num episódio de intimidação e condicionamento à liberdade de imprensa. A revista Sábado relata que, após recolher depoimentos junto de deputados, foi alvo de uma alegada “lei da rolha” informal, que culminou na intervenção dos serviços de segurança do Parlamento.

De acordo com o relato, a situação alterou-se à hora de almoço do dia 21 de janeiro, quando Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, terá informado um repórter de que dera instruções aos seus deputados para não prestarem declarações àquele órgão de comunicação social. A partir desse momento, segundo a revista, uma assessora do grupo parlamentar passou a permanecer à porta do gabinete, enquanto os deputados deixaram de responder às perguntas que lhes eram dirigidas.

Algumas horas depois, o jornalista foi abordado por elementos da segurança da Assembleia da República, que solicitaram a sua identificação e questionaram o motivo da presença no local, bem como o teor das perguntas colocadas aos deputados. Apesar de se encontrar devidamente credenciado e a exercer funções num espaço autorizado, foi-lhe pedido que aguardasse a chegada de um superior hierárquico, relata a revista Sábado.

Esse responsável, identificado como tenente Lopes, informou o jornalista de que “houve deputados que se queixaram” das questões colocadas, recusando, contudo, identificar os autores da reclamação. Acrescentou ainda que o repórter estaria a realizar um “inquérito” a deputados e que, para o efeito, teria de solicitar autorização formal aos serviços de comunicação da Assembleia da República, determinando, na prática, a interrupção do trabalho jornalístico.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA defendeu hoje que um ministro não deve sair “quando as pessoas mais precisam dele” e considerou que a demissão de Maria Lúcia Amaral “no meio de uma catástrofe é sinal de desorientação”.
A Justiça condenou o antigo presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva por prevaricação, num caso que expõe decisões à margem da lei e volta a lançar sombras sobre a gestão do poder local.
O Parlamento aprovou esta quarta-feira, com abstenção do Livre, a audição do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, para prestar esclarecimentos sobre a sua atuação e decisões tomadas durante o empenhamento de militares no apoio às populações afetadas pelo temporal.
A Polícia Judiciária (PJ) realiza, esta quinta-feira, buscas na Câmara de Mesão Frio, distrito de Vila Real, numa investigação que estará relacionada com obras públicas no mandato 2017/2021, segundo fonte da autarquia.
O CHEGA deu hoje anuência ao adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na sequência do contacto do presidente da Assembleia da República aos membros da conferência de líderes, adiantou à Lusa o líder parlamentar.
O projeto de lei visa revogar o adicional do IUC aplicado aos veículos a gasóleo, sobretudo os mais antigos, defendendo que uma taxa criada como “temporária” em plena crise financeira se transformou, uma década depois, num peso permanente e excessivo para milhares de contribuintes.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, apresentou a demissão, já aceite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Até à nomeação de um sucessor, Luís Montenegro assume diretamente a tutela de uma das pastas mais sensíveis do Estado.
O candidato presidencial André Ventura obteve uma derrota na segunda volta das eleições, mas os portugueses o colocaram “no caminho para governar o país”.
O candidato presidencial André Ventura hoje “um desrespeito pedir às pessoas para irem votar”, tendo em conta a situação em algumas zonas do país devido às cheias, mas espera que “todos consigam cumprir o dever”.
O candidato presidencial António José Seguro assumiu sem rodeios que usará todos os poderes de Belém para impedir soluções governativas à direita.