Ventura arrasa Montenegro e acusa Governo de “falhanço absoluto” na gestão das tempestades

O líder do CHEGA apontou falhas graves na resposta às tempestades e responsabilizou o Executivo por atrasos, descoordenação e decisões que deixaram populações entregues a si próprias.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA acusou o primeiro-ministro de ter “falhado redondamente” na condução da crise. Durante o debate quinzenal na Assembleia da República sobre a gestão governamental das tempestades que recentemente atingiram o país, Ventura argumentou que o Executivo revelou incapacidade para responder às necessidades mais urgentes das populações, recordando que houve cidadãos que perderam a vida enquanto tentavam reparar as próprias habitações. “As pessoas estavam a substituir o Estado”, afirmou, questionando se o chefe do Governo pode considerar que houve “boa gestão” neste período.

O líder do segundo maior partido apontou ainda atrasos na colocação dos militares em prontidão e voltou a referir falhas no sistema SIRESP. “Os militares estavam preparados, mas só entraram uma semana depois. Foi mais uma semana de incompetência”, declarou, interrogando também o Governo sobre a não ativação imediata de todos os mecanismos nacionais e europeus disponíveis.

Na mesma intervenção, Ventura criticou a manutenção da então ministra da Administração Interna em funções, sustentando que já não reunia condições políticas para continuar no cargo. “Já não é apenas a incompetência da ministra, é a sua própria responsabilidade na gestão deste problema”, atirou.

O líder da oposição questionou igualmente escolhas governativas em áreas estratégicas, sugerindo falta de preparação técnica em determinadas nomeações. No seu entender, o país assistiu a uma sucessão de decisões erradas num momento que exigia coordenação, eficácia e presença firme no terreno.

“Em todos os momentos de crise, foi um desastre”, afirmou, acrescentando que o primeiro-ministro não está em posição de dar “lições de competência”.

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