informação foi hoje avançada pela CNN e divulgada pela Lusa junto da próxima fonte do processo, que adiantou que o advogado Marco António Amaro, nomeado pela Ordem dos Advogados, pediu escusa ao Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados.
Em 25 de fevereiro, o tribunal que está a julgar o processo Operação Marquês pediu ao Conselho Regional de Lisboa (CRL) dos Advogados que nomeasse um defensor oficioso para José Sócrates, “a fim de segurança a continuidade da audiência sem mais sobressaltos”, atendendo às renúncias sucessivas de mandatários do ex-governante.
Dois dias mais tarde, aquele órgão designou “de forma solicitada e automática” Marco António Amaro, conforme “o procedimento regulamentar, legalmente enquadrado e aplicado de forma uniforme a todos os pedidos de nomeação e defensor oficioso”, precisou em comunicado a CRL.
No entanto, o órgão presidido por Telmo Guerreiro Semião salientou ainda que não poderia igualmente garantir que Marco António Amaro tenha condições para “uma preparação adequada da defesa” no prazo de dez dias indicado, em 25 de fevereiro, pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa.
“Tais questões decorrem do regime processual vigente e não são imputáveis, em qualquer circunstância à conduta do CRL, ao qual incumbe, nos estritos termos da lei, garantir a nomeação e a notificação do defensor designado – e apenas isso”, concluiu o Conselho Regional.