Reclamações sobem 9,1% em 2025

O Livro de Reclamações recebeu um total de 485.203 em 2025 reclamações, uma subida de 9,1% face a 2024, sendo que 261.037 foram apresentadas no livro físico divulgou hoje a Direção-Geral do Consumidor.

© D.R.

Entre as entidades com maior volume de reclamações, destacam-se os setores fiscalizados pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), com 229.365 reclamações, as comunicações eletrónicas e o setor postal, supervisionados pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), com 102.629 reclamações.

Este foi o ano em que a versão eletrónica registou o maior número de reclamações desde a sua criação, “confirmando a crescente adesão dos consumidores aos canais digitais e a progressiva desmaterialização do livro físico”, lê-se no comunicado da entidade.

Face a 2024, registaram-se aumentos relevantes nos setores fiscalizados pela ASAE (+19,8%) e pela Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) (+13,3%).

Por outro lado, algumas entidades apresentaram ligeiras diminuições, como a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), com 26.933 reclamações (-3,1%), o Banco de Portugal, com 21.161 (-5%), e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), com 14.843 (-2%).

Comparando com 2024, destaca-se o aumento expressivo no setor dos transportes (+43,9%), enquanto o setor da eletricidade e gás natural registou uma diminuição significativa (-31,4%).

Em 2025, foram aplicadas coimas no valor total de 5.003.536 euros, deste montante, 2.874.722 euros dizem respeito a infrações à legislação setorial aplicável na sequência de reclamações apresentadas pelos consumidores, enquanto 2.128.814 euros correspondem a infrações ao regime jurídico do Livro de Reclamações.

Este valor representa um aumento de 86% face a 2024, ano em que o total de coimas aplicadas ascendeu a 2.684.722 euros.

A Direção-Geral do Consumidor é a entidade responsável pela gestão da plataforma do Livro de Reclamações Eletrónico e pela integração das entidades reguladoras e fiscalizadoras na mesma, sendo a Imprensa Nacional-Casa da Moeda a sua parceira tecnológica.

Últimas do País

A ministra da Saúde reconheceu esta terça-feira que a gestão das duas greves que afetaram o INEM em 2024 “podia ter sido mais bem feita” e que o instituto “não se terá apercebido” da possibilidade de decretar serviços mínimos.
Um programa de apoio médico e psicológico ajudou mais de 86.000 pessoas com doenças avançadas e as suas famílias nos últimos sete anos, revelou hoje a organização responsável pelo projeto.
A Infraestruturas de Portugal (IP) contabiliza 26 estradas no território nacional que continuam encerradas após a passagem do comboio de tempestades, realçando que já foi possível resolver 92% dos cortes registados.
O presidente do CHEGA, André Ventura, participou esta terça-feira numa concentração em frente ao Palácio de Belém, convocada pelo partido em protesto contra a visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, e contra a insuficiência no combate à corrupção.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo esclareceu hoje que o homem baleado em Portalegre, na segunda-feira, continua internado no hospital local e não fugiu, ao contrário do que foi anteriormente divulgado por fonte hospitalar.
O presidente do INEM afirmou hoje que o instituto deve aos bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros pelo transporte urgente de doentes referente a fevereiro, menos de metade do valor reivindicado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
O comandante da PSP de Vila Real chamou hoje a atenção para as instalações do comando distrital, há 20 anos num edifício provisório, e para o envelhecimento do efetivo, sinalizando um aumento da criminalidade denunciada em 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu hoje aviso amarelo de precipitação, por vezes forte, para as ilhas do grupo Oriental dos Açores, mantendo os avisos de vento e agitação marítima para as nove ilhas.
O homem de 32 anos que ficou ferido após ser baleado à entrada de um hipermercado, em Portalegre, na segunda-feira, fugiu do hospital da cidade onde estava internado, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
A Entidade Reguladora da Saúde ordenou suspender a actividade em 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria para ter profissionais identificados a realizar na área de procedimentos estéticos para os quais não estavam habilitados.