Marisco à conta da Câmara de Matosinhos? Almoços de luxo da autarca do PS somam milhares de euros

Lagosta, lavagante, ostras e vinhos 'premium' marcaram “reuniões de trabalho” da presidente Luísa Salgueiro, eleita pelo PS, pagas pela autarquia de Matosinhos. Faturas chegam aos dois mil euros e nomes dos participantes permanecem em segredo.

© Facebook da Associação Nacional de Municípios Portugueses - ANMP

Caranguejo-real, lagosta, lavagante, percebes e ostras. À mesa, nada falta e a fatura segue para os cofres da Câmara de Matosinhos. De acordo com a revista Sábado, a presidente Luísa Salgueiro, eleita pelo PS, acumula despesas de milhares de euros em refeições classificadas como “reuniões de trabalho”, muitas delas realizadas em marisqueiras e restaurantes de topo.

Entre os vários casos descritos, a revista Sábado destaca um exemplo que, por escassos cinco euros, não atinge a fasquia dos 500 euros. A fatura inclui duas garrafas de Soalheiro Alvarinho, uma de Bons Aires e outra de Quinta do Crasto — todos vinhos brancos — num total de 77,50 euros, a acompanhar 5,5 quilos de peixe não especificado, mas que, pelo valor de 247,50 euros, deverá corresponder a robalo de mar.

Esta despesa foi registada pela Câmara de Matosinhos como uma “reunião de trabalho com párocos do concelho para avaliar o estado dos investimentos municipais nas paróquias”. O almoço, que totalizou 495,10 euros, teve lugar a 16 de setembro de 2022, no restaurante O Arquinho do Castelo. Para além da presidente da autarquia, Luísa Salgueiro, não são conhecidos os restantes participantes na refeição.

Há mesmo faturas que ultrapassam os dois mil euros, como um jantar na Casa de Chá da Boa Nova, restaurante distinguido com estrela Michelin. Noutros casos, contas de várias centenas de euros incluem consumos de marisco, peixe de elevado valor e vinhos selecionados.

Apesar dos montantes envolvidos, a autarca recusa divulgar a identidade dos participantes nestas refeições, invocando a proteção de dados pessoais, refere a Sábado. Segundo a justificação apresentada, a transparência da despesa pública não exige a divulgação dos nomes, bastando a indicação do valor, da data e da finalidade.

As faturas revelam encontros com diferentes interlocutores, desde representantes institucionais a ex-autarcas, incluindo reuniões com entidades como a TAP ou a Associação Nacional de Municípios Portugueses. Em alguns casos, os documentos não apresentam sequer discriminação dos itens consumidos.

Há também episódios que levantam estranheza, como despesas elevadas em sobremesas e café, que suscitam dúvidas sobre a natureza e a dimensão efetiva destes encontros.

Luísa Salgueiro defende que as refeições de trabalho constituem “uma forma eficaz de trabalhar”, prática que considera comum tanto no setor público como no privado, assegurando que estas não substituem os processos formais de decisão.

Últimas do País

Homem de 64 anos foi detido em flagrante pela Polícia Judiciária da Guarda com cerca de 36 mil ficheiros envolvendo menores de 14 anos. Já tinha duas condenações pelo mesmo crime e cumpria pena suspensa.
Lagosta, lavagante, ostras e vinhos 'premium' marcaram “reuniões de trabalho” da presidente Luísa Salgueiro, eleita pelo PS, pagas pela autarquia de Matosinhos. Faturas chegam aos dois mil euros e nomes dos participantes permanecem em segredo.
Autoridade de Supervisão de Seguros e Pensões admitiu hoje que é difícil dar uma resposta "tão imediata" aos quase 200 mil sinistros causados pelo mau tempo, escusando-se a avançar números sobre o que já foi pago.
Um sismo de magnitude 3,0 na escala de Richter foi sentido na madrugada desta quarta-feira nas ilhas do Pico e do Faial, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).
O despiste de uma viatura ligeira contra uma instalação de gás provocou hoje a morte a dois ocupantes do veículo e um incêndio no centro de Coimbra, existindo pelo menos mais dois feridos, segunda fonte de proteção civil da região.
Mais de 13 mil crianças e jovens foram apoiadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima nos últimos quatro anos, num contexto de agravamento da violência em que o abuso sexual mais do que duplicou neste período.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que altera o regime do Rendimento Social de Inserção (RSI) e cria uma nova prestação designada Rendimento Social de Sobrevivência (RSS), destinada a pessoas sem capacidade para trabalhar.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) estimou hoje que as investigações internas dos abusos, o apoio às vítimas e as compensações implicaram uma despesa total de três milhões de euros à Igreja em Portugal.
Dois suspeitos com antecedentes criminais foram detidos após assaltarem jovens de 17 e 19 anos com recurso a agressões e armas brancas. PSP recuperou parte dos bens.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem suspeito de ter ateado fogo a uma casa em Lousada, no distrito do Porto, na madrugada do dia 6 de fevereiro, anunciou esta terça-feira esta força policial.