CHEGA defende hoje autoridade da polícia no Parlamento

O CHEGA leva esta quinta-feira ao Parlamento um conjunto de propostas centradas no reforço da autoridade das forças de segurança, na proteção dos agentes policiais e no combate à criminalidade, depois de o partido ter fixado a ordem do dia no debate parlamentar.

© Folha Nacional

Entre as iniciativas em discussão estão propostas para aumentar as indemnizações por morte ou invalidez de agentes das forças de segurança, criar novos suplementos remuneratórios para elementos da PSP, GNR e Corpo da Guarda Prisional, reforçar os poderes de atuação da Polícia Municipal e estabelecer a presunção de licitude do uso de armas de fogo por agentes policiais em determinadas circunstâncias.

O partido liderado por André Ventura quer ainda clarificar o regime de detenção em flagrante delito pela Polícia Municipal, permitindo a entrega imediata de detidos à PSP ou à GNR, além de recomendar ao Governo a criação de uma equipa de análise retrospetiva do suicídio nas forças de segurança.

O líder do CHEGA, André Ventura, defendeu que “temos de estar do lado certo: defender a autoridade da polícia e lutar contra a impunidade dos criminosos”.

Segundo o partido, estas propostas pretendem dar “mais proteção, autoridade e condições” às forças de segurança, numa altura em que o CHEGA acusa os sucessivos governos de terem “abandonado os polícias”.

Uma das propostas a que o Folha Nacional teve acesso estabelece ainda a presunção de licitude no uso de arma de fogo por agentes policiais quando exista uma perceção razoável de ameaça iminente de morte ou ofensa grave.

Outra iniciativa prevê o reforço dos suplementos atribuídos a agentes colocados nas Regiões Autónomas e aos elementos da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP.

O debate deverá marcar mais um confronto parlamentar sobre segurança e autoridade das forças de segurança, temas que o CHEGA tem colocado no centro da sua agenda política.

Últimas de Política Nacional

A guerra interna no PSD na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, voltou a rebentar e já ameaça provocar uma crise política sem precedentes numa das maiores juntas da capital. Um acordo promovido por Carlos Moedas e pela liderança distrital do PSD durou apenas 10 dias antes de colapsar em acusações mútuas, suspeitas de favorecimento e denúncias de “tachos” para familiares.
O CHEGA leva esta quinta-feira ao Parlamento um conjunto de propostas centradas no reforço da autoridade das forças de segurança, na proteção dos agentes policiais e no combate à criminalidade, depois de o partido ter fixado a ordem do dia no debate parlamentar.
A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira uma operação de buscas relacionada com suspeitas de corrupção em concursos públicos para aluguer de helicópteros de combate a incêndios. Entre os alvos está Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
José Sócrates, antigo primeiro-ministro socialista, vai começar a ser julgado esta quinta-feira no Tribunal Administrativo de Lisboa no âmbito da ação em que exige uma indemnização ao Estado português devido à duração do processo Operação Marquês.
O líder do CHEGA disse esta terça-feira que terá sido por pressão do PS que o presidente do Tribunal Constitucional comunicou a decisão de renunciar às funções e defendeu que o parlamento deve marcar já a eleição dos novos juízes.
O presidente do CHEGA criticou hoje o PSD por inviabilizar uma comissão de inquérito à Operação Influencer com "motivos fúteis" e perguntou de que "tem medo" o partido de Luís Montenegro, reiterando que a forçará a partir de setembro.
A Assembleia Municipal de Oeiras rejeitou uma proposta apresentada pelo CHEGA que defendia a transmissão pública das reuniões da Câmara Municipal e das Assembleias de Freguesia do concelho.
O CHEGA entregou este domingo a proposta de constituição de um inquérito parlamentar à Operação Influencer para aferir a legalidade da intervenção do ex-primeiro-ministro António Costa em processos ligados ao lítio, hidrogénio e ao centro de dados de Sines.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para impedir o enfraquecimento das competências do Tribunal de Contas (TdC) e manter o atual sistema de visto prévio sobre contratos públicos.
O presidente do CHEGA contestou a maioria de direita a reconfirmar o decreto que prevê a perda da nacionalidade, apesar do chumbo do Tribunal Constitucional, defendendo que, em alternativa, deve ser realizado um referendo sobre esta matéria.