PSI acentua tendência negativa da abertura e perde mais de 1%

A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.

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A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.

Pelas 09h45 em Lisboa, o PSI, o principal índice português, recuava 1,31% para 8.971,80 pontos, com as 16 cotadas que o compõem em terreno negativo.

Depois da Semapa, que era a única a perder mais de 2%, seguiam-se, a recuar mais de 1%, os títulos da Jerónimo Martins, EDP Renováveis, Sonae e Navigator, com quebras de 1,98%, 1,48%, 1,32% e 1,26%, respetivamente, para 17,33 euros, 13,30 euros, 1,95 euros e 3,45 euros.

A perder mais de 1% estavam ainda a EDP (-1,25% para 4,35 euros), os CTT (-1,17% para 5,93 euros) e a Teixeira Duarte (-1,04% para 0,47 euros).

Também em terreno negativo estavam a REN, que perdia 0,99% para 3,51 euros, a Corticeira Amorim, que recuava 0,76% para 6,56 euros, a NOS, que caía 0,67% para 5,18 euros, e a Altri, que descia 0,60% para 4,97 euros.

Ainda a cair seguiam os “papéis” da Ibersol, Galp Energia, BCP e Mota-Engil, respetivamente 0,58% para 10,24 euros, 0,54% para 18,44 euros, 0,54% para 1,02 euros e 0,30% para 4,70 euros.

As bolsas europeias negociavam hoje sem rumo definido, depois de a Reserva Federal (Fed) dos EUA ter mantido as taxas de juro e Trump ter assinado um memorando de entendimento para terminar a guerra com o Irão.

Cerca das 09h00 em Lisboa, o Eurostoxx 600 seguia a perder 0,54% para 638,77 pontos.

Pela mesma hora, seguiam também em baixa Londres e Madrid, a cair respetivamente 0,61% e 0,16%, enquanto Paris subia 0,41%, Frankfurt ganhava 0,25% e Milão crescia 0,13%.

Os mercados reagem à decisão de quarta-feira da Fed – a primeira sob a presidência de Kevin Warsh – de manter as taxas de juro entre 3,50% e 3,75%, anunciada com um breve comunicado e sem qualquer indicação indiciando que o próximo movimento poderá ser uma descida.

Por sua vez, o Banco de Inglaterra (BoE) decide hoje a sua política monetária, que também deverá manter-se, com as taxas a permanecerem nos 3,75%.

A assinatura do acordo para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irão, levou a que o preço do petróleo descesse mais de 2%.

O petróleo Brent, referência europeia, caiu 2,25% para 77,74 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, recuou 2,63% para 74,81 dólares.

O gás natural também beneficiou do acordo de paz, caindo quase 4% para 40,24 euros por megawatt-hora.

O ouro e a prata também registaram quedas, respetivamente de 1,30% para 4.324,5 dólares por onça, enquanto a prata recuou 2,65% para 68,86 dólares.

Os futuros de Wall Street subiram 1,47% para o Nasdaq, 0,92% para o S&P 500 e 0,63% para o Dow Jones Industrials, numa sessão em que serão divulgados os pedidos iniciais de subsídio de desemprego. Os três índices fecharam na quarta-feira com quedas, de 1,34%, 1,21% e 0,98%, respetivamente.

Na Ásia, os mercados bolsistas reagiram positivamente à assinatura do memorando de entendimento pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, com alguns a atingirem máximos históricos.

Foi o caso do Nikkei, o principal índice da Bolsa de Tóquio, que subiu 1,65% e fechou acima dos 71.000 pontos pela primeira vez, assim como o Kospi, o principal índice da Bolsa de Seul, que avançou 2,25% e ultrapassou pela primeira vez a marca dos 9.000 pontos.

Entretanto, o índice de referência de Xangai caiu hoje 0,43%, enquanto a Bolsa de Shenzhen subiu 0,94% e o índice Hang Seng de Hong Kong, aguardando o fecho da sessão, estava a cair 2,18%.

No mercado obrigacionista, o rendimento do título alemão a 10 anos subia para 2,928%.

Já o euro subia 0,1% e estava a cotar-se nos 1,151 dólares, enquanto a ‘bitcoin’ caía 0,63% para os 63.963,2 dólares.

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