Stoltenberg convoca Conselho NATO-Ucrânia para discutir últimos ataques russos

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, convocou uma reunião do Conselho NATO-Ucrânia para dia 10 de janeiro para discutir os últimos bombardeamentos russos no país invadido desde 24 de fevereiro de 2022.

© FACEBOOK | Jens Stoltenberg

 

O anúncio foi feito pelo porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Dylan White, na rede social X (antigo Twitter).

O pedido de reunião do organismo que tem como propósito aproximar a Ucrânia da NATO foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

O Conselho NATO-Ucrânia nasceu em julho de 2023. Foi uma das conclusões da cimeira da Aliança Atlântica organizada em território lituano, com o objetivo de aproximar as decisões militares da organização político-militar da qual Portugal também faz parte e a Ucrânia, país que quer aderir, mas ainda não tem condições para o fazer, nomeadamente por estar em guerra.

Recentemente a Rússia fez os maiores bombardeamentos do último ano em território ucraniano, atingindo as duas principais cidades do país.

Os ataques com drones (aeronaves sem tripulação) têm aumentado, assim como a sua intensidade.

O ano começa cheio de incerteza para a Ucrânia, que apesar de ouvir uma e outra vez que tem o apoio inequívoco dos países da NATO, está a ver um desgaste no apoio financeiro, político e militar ao país.

Na União Europeia (a maior parte dos países pertencem à NATO), o bloqueio húngaro prevaleceu até hoje e sem aprovação de um apoio de 50 mil milhões de euros as Forças Armadas ucranianas podem ser incapazes de resistir às investidas das tropas russas.

Em simultâneo, os 27 do bloco comunitário europeu poderão falhar a aquisição de um milhão de munições de artilharia prometidas para março.

Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos da América, o apoio de Washington é praticamente nulo, apesar de a Casa Branca insistir que permanece ao lado do país invadido por Moscovo há quase dois anos.

O problema está no Congresso norte-americano, com um desgaste entre os congressistas, principalmente os republicanos, e as atenções voltadas internamente para as eleições presidenciais de novembro e externamente para o conflito no Médio Oriente, que começou por ser entre Israel e o movimento islamista Hamas, mas as tensões alastraram a toda a região e grande parte da comunidade internacional a criticar as decisões militares de Telavive e organizações civis a considerarem que está em causa um genocídio de palestinianos na Faixa de Gaza.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, passou o último ano a insistir na necessidade de o país receber aeronaves de combate, nomeadamente os F-16 (também utilizados por Portugal), mas a formação de pilotos ainda está a decorrer e a entrega das aeronaves foi mais demorada do que a Ucrânia queria (em parte devido a um ceticismo inicial dos países que apoiam a Ucrânia).

Se o primeiro ano foi de resistência para as tropas ucranianas, o segundo foi caracterizado por analistas e responsáveis militares como um ano de impasse, com poucos avanços e menos território anexado pela Rússia recuperado pelas tropas ucranianas.

Contudo, nas últimas semanas as tropas leais ao Kremlin intensificaram os bombardeamentos a edifícios residenciais e infraestruturas críticas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou os últimos ataques com uma retaliação contra o bombardeamento da cidade russa de Belgorod.

Últimas de Política Internacional

Num comunicado divulgado no final dessa reunião, o Conselho da UE refere que os ministros trocaram "pontos de vista sobre a importância de proteger as fronteiras externas" do bloco europeu.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.