Ventura defende demissão de diretor-geral dos Serviços Prisionais

O presidente do CHEGA defendeu hoje a demissão do diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais e considerou que a ministra da Justiça deve assumir responsabilidades pela fuga de cinco reclusos do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus.

© Folha Nacional

“Eu sei que hoje a senhora ministra da Justiça falará finalmente ao país sobre o que aconteceu na prisão de Vale dos Judeus, e o que eu espero é que não só assuma a sua responsabilidade, como também consiga retirar as responsabilidades que têm de ser retiradas na Direção-Geral dos Serviços Prisionais”, afirmou André Ventura.

O líder do CHEGA falava aos jornalistas antes do arranque do segundo e último dia das jornadas parlamentares do partido, que decorrem em Castelo Branco.

“O país precisa de responsabilidade hoje, precisa de um sinal político de responsabilização”, defendeu, apelando a Rita Alarcão Júdice que assuma a “sua responsabilidade política” e também do diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rui Abrunhosa Gonçalves, e do vice-presidente para a área da segurança, sustentando que “esta fuga envergonha o país e tem que ter consequências políticas”.

Questionado se os dois responsáveis devem ser demitidos, André Ventura disse que, se fosse o responsável pela tutela, “era o que fazia”.

“Dos sindicatos aos corpos especializados de segurança interna já todos apontaram as falhas. Este Governo entrou em funções há meses e estas falhas não são de agora, aliás, decorrem maioritariamente de legislação aprovada durante o Governo do Dr. António Costa. Eu diria que a grande falha está nos serviços prisionais, que permitiram não só a presença destes dois reclusos, não só destes, mas também destes dois reclusos, juntos, as falhas brutais ao nível da organização e da vigilância, as falhas brutais em Vale de Judeus, que eram conhecidas, quanto ao número de efetivos e também às condições”, argumentou.

“Se o diretor diz sempre que está tudo bem, não percebe o que aconteceu, o achincalhar a que está a ser sujeito Portugal a nível internacional, e entende que não deve retirar nenhuma responsabilidade… Bom, é porque neste país ninguém assume responsabilidade por nada e é um mau sinal político”, defendeu.

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Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
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O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
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