SÍRIA ASSASSINADA PELA FAMÍLIA POR APARECER SEM VÉU NO TIKTOK

Ministério Público holandês está a pedir penas que podem chegar aos 25 anos de prisão para um pai e dois filhos acusados de assassinarem Ryan Al Najjar, uma jovem síria de 18 anos que, segundo a acusação, foi morta por se recusar a seguir as regras tradicionais impostas pela própria família.

©️ DR

Para os procuradores, citados pelo jornal La Gaceta, o crime constituiu um castigo por a jovem querer viver de forma livre, “à ocidental”. Ryan desapareceu a 22 de maio de 2024. Seis dias depois, o seu corpo foi encontrado num lago em Joure, no norte dos Países Baixos, submerso e com os pés e as mãos envoltos em vários metros de fita adesiva. As autoridades descrevem um cenário de violência extrema, preparado de forma a impedir qualquer hipótese de sobrevivência. “Isto é o que acontece quando o relativismo cultural se sobrepõe aos valores da civilização europeia.

Os crimes de honra são barbaridades que não podem entrar em Portugal”, afirma André Ventura, presidente do CHEGA. Para o líder da oposição, a Europa deve definir limites claros: “Quem traz para cá práticas que atentam contra a liberdade, a dignidade e os direitos humanos não pode ter lugar num país civilizado.” A investigação aponta para um vídeo que Ryan publicou em direto no TikTok, sem véu e maquilhada, como o ponto de rutura que motivou a família. O pai e os dois irmãos terão visto na gravação uma “humilhação pública” e, segundo a acusação, decidiram pôr fim à vida da jovem.

De acordo com a reconstrução feita pelos procuradores, os irmãos localizaram Ryan em Roterdão no próprio dia em que o vídeo viralizou. Convenceram-na a acompanhá-los até uma zona isolada e, num parque praticamente deserto, juntaram-se ao pai. A autópsia revela que a jovem foi estrangulada e imobilizada com mais de 18 metros de fita adesiva, sendo posteriormente lançada à água ainda com vida. As análises forenses sustentam a acusação: ADN do pai foi encontrado sob as unhas da vítima, indício de que Ryan lutou até ao limite. O progenitor, Khaled Al Najjar, de 53 anos, fugiu para a Síria logo após o crime.

Os dois filhos, Mohamed e Muhanad, de 22 e 24 anos, foram detidos nos Países Baixos e enfrentam agora o julgamento como coautores, embora o Ministério Público considere que foi o pai quem planeou e dirigiu todo o homicídio antes de abandonar o país. As autoridades admitem que a extradição de Khaled será extremamente difícil. O processo indica que, já na Síria, o homem terá contraído novo matrimónio — um elemento que poderá complicar ainda mais os trâmites judiciais internacionais.

Últimas do Mundo

Uma mulher marroquina e os dois sobrinhos menores, residentes em Navarra, recebem mais de quatro mil euros mensais através da acumulação de diferentes prestações sociais, segundo os valores apresentados pela própria família ao Navarra.com. Nenhum dos elementos do agregado trabalha e, além dos pagamentos mensais, beneficiam de habitação pública subsidiada e de apoios nas despesas com energia, alimentação, educação e transportes.
Espanha viveu este ano os meses de junho, julho e agosto mais quentes de que há registo, com uma "persistência das altas temperaturas totalmente excecional", disse a agência espanhola de meteorologia (Aemet).
A pressão migratória que tem atingido Ceuta e Melilha está cada vez mais próxima de Portugal. Cerca de 30 migrantes foram intercetados em Melilha quando tentavam chegar clandestinamente à Península Ibérica escondidos em camiões de feira.
Cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas, no despiste de um avião de carga com o logótipo da Amazon, ocorrido hoje durante a aterragem no Aeroporto Internacional de Miami, anunciaram as autoridades locais.
O suspeito de ter matado uma jovem italiana e ferido cinco pessoas no domingo, num festival na Suíça, sofre de problemas psicológicos e mantém-se em silêncio desde a sua detenção, anunciaram hoje as autoridades locais.
Um dos três portugueses desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete foi localizado e resgatado, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O número de portugueses desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete subiu para quatro, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Uma cidadã portuguesa está entre os mais de 400 desaparecidos no Nepal, a maioria turistas estrangeiros, após uma inundação relâmpago ter atingido hoje várias localidades perto da fronteira com o Tibete, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Um homem matou oito familiares, incluindo quatro crianças, enquanto se reuniam para um jantar de domingo numa casa nos arredores de Billings, no estado de Montana, no leste dos Estados Unidos.
Uma mulher de 101 anos foi detida no sudoeste da Nigéria por vender ilegalmente canábis em pequenas saquetas, anunciou a Agência Nacional Nigeriana de Combate às Drogas (NDLEA).