Ventura vai estar presente na posse de Donald Trump em Washington

O presidente do CHEGA afirmou hoje que vai estar presente, na segunda-feira, em Washington, na posse do Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, juntando-se à delegação do grupo nacionalista no Parlamento Europeu Patriotas pela Europa.

© Folha Nacional

“Após ter tido contacto com o nosso grupo europeu na noite passada [na sexta-feira] e depois comunicar com a direção do partido, decidi partir no domingo para a capital dos Estados Unidos e, na segunda-feira, estar na tomada de posse” de Donald Trump, declarou André Ventura em conferência de imprensa.

Segundo André Ventura, estará em Washington na segunda-feira por “entender que o mundo está a mudar, que é importante que as relações entre Portugal e os Estados Unidos sejam salvaguardadas e que a mudança política que Donald Trump representa seja também salvaguardada na Europa”.

“Decidi estar presente nesta tomada de posse, juntando-me à delegação do grupo Patriotas, do grupo europeu a que pertenço”, referiu.

O presidente do CHEGA começou por dizer que não tem sido sua prática ausentar-se do país para participar em cerimónias de posse, “exceto em circunstâncias extraordinárias”.

“Mas é inegável que a mudança na Casa Branca representa uma mudança para o mundo com implicações evidentes na Europa e nos grandes conflitos mundiais, quer na Ucrânia, quer no Médio Oriente, mas também para o futuro de Portugal”, justificou.

Depois, o presidente do CHEGA afirmou o seguinte: “Tendo sido, tanto quanto sei, o único político convidado para o efeito, penso que é meu dever estar presente nesta tomada de posse, que procurarei fazer com a maior dignidade e também com a maior humildade de poder representar, em primeira mão, aqueles que são os eleitores do CHEGA e os seus apoiantes, mas, também, toda uma nova direita europeia”.

Interrogado sobre o seu programa em Washington, o líder do CHEGA respondeu usando o plural.

“Vamos ter vários encontros, alguns deles com líderes partidários e também – embora eu não possa dar muitos detalhes, só porque não os tenho para já – com a delegação brasileira que também se deslocará aos Estados Unidos. Como é sabido, o ex-Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, foi impedido de viajar”, observou.

André Ventura falou ainda em “vários encontros com os líderes europeus” que o acompanharão.

“Um antigo primeiro-ministro polaco, que já sei que estará presente também, o presidente do Vox, Santiago Abascal, que estará presente também, e alguns outros que estamos por confirmar ainda”, acrescentou.

A única líder da União Europeia (UE) a confirmar a ida a Washington para a posse de Trump foi a primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, informação confirmada à Lusa na sexta-feira por várias fontes europeias em Bruxelas, que destacaram precisamente o facto de Georgia Meloni ser a única chefe de Governo da UE a participar na cerimónia, a convite de Donald Trump, que não convidou qualquer outro presidente de instituições europeias nem o seu aliado primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Ao nível institucional, nenhum dos altos representantes das instituições da UE recebeu convite para a cerimónia de segunda-feira, incluindo os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, confirmou a Lusa com fontes comunitárias.

A representação europeia na posse será ao nível de embaixadores, de acordo com as mesmas fontes.

O republicano Donald Trump, de 78 anos, foi vencedor das eleições presidenciais de novembro de 2024 nos Estados Unidos e vai iniciar funções na segunda-feira.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.