Quatro fiscais da Câmara de Loures e 10 munícipes condenados por corrupção

Quatro fiscais da Câmara Municipal de Loures foram condenados por corrupção passiva, num processo que resultou também na condenação de outros 10 arguidos, munícipes nesta autarquia do distrito de Lisboa, por corrupção ativa, revelou hoje o Ministério Público (MP).

© Facebook do Município de Loures

Os crimes de corrupção foram, de acordo com o MP, cometidos entre 2019 e 2021, período durante o qual os arguidos fiscais municipais, “no exercício das suas funções de fiscalização da legalidade de construções nas áreas de génese ilegal, receberam de uma dezena de munícipes, com construções nessas áreas”, contrapartidas em troca de favores, nomeadamente quantias monetárias e outros bens, inclusive garrafas de vinho e almoços.

A decisão de condenar os 14 arguidos foi tomada em 30 de abril pelo Juízo Central Criminal de Loures, informou o MP, em comunicado, ressalvando que o acórdão ainda não transitou em julgado.

Dois dos arguidos fiscais da Câmara de Loures foram “condenados a seis anos e três meses de prisão efetiva, a que acrescem as penas acessórias de proibição do exercício de funções”, segundo o acórdão.

Os outros dois fiscais municipais foram condenados em penas de prisão, consoante o número de crimes praticados, de um ano e oito meses e de dois anos e seis meses de prisão, suspensas na sua execução entre os três e os cinco anos, adiantou o MP, referindo que a suspensão das penas está sujeita a deveres e ao pagamento de quantias a uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) que variam entre os 3.000 euros e os 5.000 euros.

Relativamente aos outros 10 arguidos neste processo, todos munícipes de Loures, cada um deles foi condenado a uma pena de “um ano e seis meses de prisão, suspensa na sua execução pelo período de três anos, subordinada a deveres e ao pagamento da quantia de 3.000 euros a uma IPSS”.

De acordo com o MP, os 10 munícipes condenados tinham construções nas áreas de génese ilegal e pretendiam “expandir ou modificar” as edificações, pelo que recorriam aos fiscais municipais, a quem davam contrapartidas em troca de “indicações sobre a ocorrência de fiscalizações, de omissão de autuações, de retardamento da realização de embargos”.

Os fiscais municipais, segundo o acórdão, davam também aos munícipes informação sobre como “esconder das autoridades as construções em curso” e sobre os “procedimentos dilatórios a realizar em caso de autuação”.

Os crimes de corrupção a que foram condenados estes 14 arguidos foram cometidos entre 2019 e 2021, no anterior mandato municipal 2017-2021, quando a Câmara de Loures era presidida por Bernardino Soares (PCP). Atualmente, no mandato autárquico 2021-2025, este município do distrito de Lisboa é liderado por Ricardo Leão (PS).

O inquérito que esteve na origem da condenação foi dirigido pelo MP, através da 1.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures, com a colaboração da Polícia Judiciária.

Últimas do País

Dezassete pessoas ficaram hoje desalojadas na sequência de um incêndio num quadro elétrico no prédio onde habitavam no concelho de Felgueiras, no distrito do Porto, disse fonte da proteção civil.
Dos nove arguidos suspeitos de associação criminosa visando o assalto a ourivesarias no Alto Minho, apenas uma mulher aceitou hoje falar no início do julgamento no tribunal de Viana do Castelo, negando os crimes que lhe são imputados.
O projeto de saúde mental “Let’s Talk About Children” (LTC), coordenado em Portugal pela Universidade de Coimbra (UC), pretende reduzir nos próximos anos a percentagem de jovens com sintomas depressivos, perturbações de ansiedade e problemas de comportamento.
A Liga dos Bombeiros alertou que os meios de socorro estão a ser acionados com base apenas na distância e avisou que nem sempre quem está mais perto é quem chega primeiro.
O imóvel do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, será vendido e a verba arrecadada servirá para apoiar a construção do novo Hospital Central e Universitário da região, anunciou hoje o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque.
Cerca de 230 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, foram registadas hoje em Portugal continental entre as 00:00 e as 12:00, sobretudo queda de árvores e limpezas de via, revelou a Proteção Civil.
Cerca de 6.500 clientes da E-Redes estavam às 12:00 sem energia elétrica, em vários pontos do norte de Portugal continental, devido aos efeitos do mau tempo, disse à agência Lusa fonte da empresa responsável pela distribuição.
As Câmaras de Tondela, Vouzela, São Pedro do Sul e Tabuaço, no distrito de Viseu, decidiram encerrar as escolas durante a tarde desta sexta-feira, devido ao alerta de mau tempo, motivado pela depressão Ingrid.
Tentou travar uma rixa na rua e acabou esfaqueado com uma navalha escondida na manga. A vítima ficou em risco de vida. O agressor fugiu para o norte do País, mas foi capturado pela Polícia Judiciária.
Um homem de 38 anos foi detido hoje em flagrante delito por suspeita da prática do crime de pornografia de menores, no concelho de Sintra, no distrito de Lisboa, informou a Polícia Judiciária (PJ).