Heliportugal vai continuar a operar três helicópteros do Estado de combate aos fogos

A empresa Heliportugal, alvo de buscas em maio, vai continuar a operar os três helicópteros ligeiros do Estado de combate a incêndios rurais, apesar da suspensão da licença de trabalho aéreo, esclareceu hoje a Autoridade Nacional de Aviação Civil.

© D.R.

Em resposta enviada à Lusa, a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) explicou que os três helicópteros ligeiros do Estado têm um enquadramento legal diferente das restantes, uma vez que estas aeronaves “são operadas ao abrigo de uma autorização especial, emitida pela ANAC […], que estabelece as condições de atribuição de autorização especial às aeronaves de Estado”.

Neste momento, acrescentou a ANAC, “tal autorização especial que habilita a operação e manutenção de tais helicópteros do Estado permanece válida”, o que significa que a Heliportugal vai continuar a cumprir o contrato que tem com o Estado para operar os três helicópteros ligeiros.

A Heliportugal opera helicópteros ligeiros do Estado, que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

Este esclarecimento surge na sequência da suspensão da licença de trabalho aéreo da Heliportugal, empresa que foi alvo de buscas em maio, por despacho publicado na passada quinta-feira, dia 31 de julho, em Diário da República.

A suspensão foi decidida pelo conselho de administração da ANAC, na sequência da suspensão do certificado de operador de trabalho aéreo, que aconteceu a 28 de março deste ano.

Na resposta enviada hoje à Lusa, a ANAC esclareceu que o certificado que foi suspenso é o “documento que atesta a capacidade técnica do operador para o exercício da atividade”.

No caso da Heliportugal, “existem ‘não conformidades’ em aberto relacionadas com os requisitos técnicos inerentes à manutenção da validade de tal certificação”, acrescentou a ANAC, sublinhando que a suspensão pode ser levantada se a empresa em questão resolver as “não conformidades”.

Em maio deste ano, a Polícia Judiciária (PJ) fez buscas na ANAC e em empresas que têm sido contratadas pelo Estado para o combate a incêndios no empenho de meios aéreos, por suspeitas de corrupção e burla relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, num valor que ronda os 100 milhões de euros.

No total, foram feitas 28 buscas que incluíram as instalações das empresas Helibravo e Heliportugal, sediadas em Tires, Cascais, e HTA Helicópteros, sediada em Loulé, Algarve. Na altura, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco pessoas coletivas, num processo que continua em investigação e que se encontra em segredo de justiça.

Também no âmbito deste processo, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou que não há militares da Força Aérea envolvidos.

Últimas do País

A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.
Em quase um ano e meio, as autoridades portuguesas apreenderam cerca de 41 toneladas de cocaína, que dariam para compor "pelo menos 410 milhões de doses individuais", anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
O INEM está a apurar as circunstâncias em que uma jovem morreu, em Vila Real, depois de um alerta para uma paragem cardiorrespiratória e de se ter verificado a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
O novo Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que estará em vigor até 2030, prevê um reforço da ideologia de género e educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, incluindo conteúdos relacionados com diversidade, autoestima e mudanças corporais.
Portugal integra os países que passaram a estar na rota do tráfico de cocaína para a Europa por via marítima e que cada vez mais utiliza submersíveis que podem transportar até 10 toneladas, alerta um relatório divulgado esta sexta-feira.
O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afetadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME).
Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.
Sandra Pereira revelou estar em tratamento oncológico e afirmou que nunca deixou de trabalhar. Contudo, "esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores", tal como evidenciou a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues.
O líder do CHEGA acusa Governo de abandonar quem trabalha e desconta para viabilizar a Prestação Social Única com o apoio do PS. O partido liderado por André Ventura votou contra o diploma.
Um homem esfaqueou hoje uma mulher num centro comercial de Leiria, pôs-se em fuga de imediato e acabou detido em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).